Thursday, January 6, 2011

What New York used to be (or, leaving theme)

Nova York foi muitas coisas. Mas agora temos que ir embora. New York, I love you but you're bringing me down.

E esse é o último registro da sala do meu apartamento no Bronx, no final de dezembro de 2010, dias antes da viagem final, sem volta, de hoje. Mais nada de Pork On My Eggos. Agora, só brioches (e poutine). A aventura continua em Montréal.

Wednesday, December 15, 2010

I love my car

Dirigir em NY é um troço bem caótico. Eu que o diga! Só dirigi em Manhattan uma vez e quase quis morrer. No Brooklyn, o trânsito é bem mais tranquilo, mas, dependendo do dia e horário, atravessar Williamsburg e ir a Park Slope é uma epopéia. Mas o legal de ter passado esses últimos meses aqui dirigindo horrores (e compensando os três anos em que eu sequer cheguei perto de um carro por aqui) foi que, com o esquema do ZipCar, eu dirigi vários carros diferentes (Nissan, Mazda, Audi, Volvo...). Como eu sou meio auto-maníaca, me diverti horrores, com trânsito e tudo!


E agora só me resta mesmo voltar ao Brasil, de férias, e dirigir meu bom e velho Fiat Brava...

Thursday, October 21, 2010

Drive on, driver

Conduzindo Miss Daisy estrelando... eu!

Depois de meses dirigindo (sempre os ZipCars) no Brooklyn, hoje foi minha primeira vez me aventurando em Manhattan. Medo. Peguei um dos meus carros preferidos (o Mazda 3), e saí, toda serelepe, pronta para cruzar a Williamsburg bridge. Mas, é claro, devidamente munida de impresso do GoogleMaps e com o GPS do Blackberry a postos.


Cheguei ao meu destino (não muito longe da Union Sq.) relativamente rápido, apesar do trânsito chato da ponte. O desafio era voltar pro Brooklyn tendo que atravessar o SoHo em plena quinta-feira à noite.

Trânsito dos infernos. Mas faltava pouco para chegar na ponte. Era só eu entrar à esquerda e... um carro de polícia me passa, a milhão. Dali a pouco, o trânsito para completamente. Vem um policial falar comigo, naquela coisa bem à la Law & Order: a rua tinha sido bloqueada pela polícia. Me mandou manobrar e voltar para a Bowery pela contramão. E lá fui eu, porque com "otoridade" nova-iorquina a gente não brinca. Maior desvio para poder chegar em casa e...

Com apenas meia hora de atraso, lá estava eu, sã e salva, observando o skyline do lado menos caótico do East River.

Friday, September 10, 2010

The game (or, it must be love)


Depois de anos de enrolação, finalmente consegui ir assistir ao U.S. Open ao vivo, in loco.

A gente acaba comprando os ingressos "no escuro", já que a programação dos jogos vai saindo conforme os jogos vão rolando, alguns jogadores são desclassificados, e outros vão em frente. Comprei ingressos para domingo, 5 de setembro, para a sessão da noite. No sábado, descobrimos quem ia jogar. Primeiro, Mikhail Youzhny x John Isner. Depois, Samantha Stosur x Elena Dementieva.

O Respectivo e eu resolvemos que só assistiríamos ao primeiro jogo, já que os jogos são em Long Island, lá no finalzão do Queens, depois do Shea Stadium (casa dos NY Mets).

A viagem até lá foi razoavelmente longa, e o metrô estava bem cheio. Quando chegamos lá, achei a coisa bem mais organizada do que eu esperava. O local é enorme, dentro de um parque, e é também um grande shopping a céu aberto.

O Respectivo odiou essa coisa de parecer um shopping, e a idéia de eles venderem ingressos que só dão acesso à área geral dos eventos, mas não às quadras dos jogos, i.e. a pessoa paga para entrar na área geral, ver e ser vista, e assistir ao jogo em um telão. Mas, sei lá, acho que é uma coisa do tênis. E eu até que curti a idéia das lojinhas, apesar de mal ter olhado as vitrines e, obviamente, não ter comprado nada.

O jogo foi bom. Foi um tanto emocionante, porque rolaram alguns tie-breakers, tal. E o Respectivo e eu éramos, provavelmente, as únicas pessoas torcendo para o russo, que acabou ganhando. Afinal, por que não?


Saímos de lá umas 22h30. A volta para casa foi mais chata - pareceu demorar para sempre, e estávamos ultra cansados, mas, no geral, gostei do evento, da organização, e do fato de o público ser bem mais light que em jogos de baseball ou futebol.

Devia ter iniciado esse hábito antes, porque, daqui pra frente, a viagem para Long Island vai ficar mais longa e cara...

Wednesday, September 8, 2010

Weekend wars (or, one more visit!)

Falei de bad timing num post anterior. Mas acho que isso está se resolvendo. Bom, meio que.

E daí que, no início de setembro, o Goommer resolveu vir pra Miami, do nada. E depois resolveu dar uma esticada até NY e passar uns dias aqui. Eba! Visitas!

Mas foi bem no final de semana do Labor Day, quando minha vida estava um pouco atrapalhada, porque o Respectivo tinha acabado de voltar para NY (férias longas, maravilha), e eu tinha comprado ingressos para um dos jogos do U.S. Open.

Mas deu para aproveitar a visita, com direito a Guinness no Gin Mill, brunch no Blue Water Grill, parada para comprinhas na Saks e na Bloomingdales, essas coisas. E até demos uma passada no na muvuca do Brazilian Day (sim, era bem naquele fim de semana, também). Um caos SEM guaraná Antarctica. Tentaram nos empurrar um guaraná Schin (Schin!), e minha resposta foi um sonoro "Nem f...". É, as coisas geralmente não saem como esperado.

Pena que foi um fim de semana meio atribulado. E que minha casa estava uma bagunça. Mas valeu a visita surpresa. Acho que deu para a gente se divertir e para compensar um pouco as noites de All Black, O'Malley's, Bar da Dida, NaMata...

Saturday, August 28, 2010

Down by the water (or, the Hamptons)


Mamãe e eu fomos para os Hamptons no início de agosto.

Para evitar o stress de ter que pegar o trânsito NY-Long Island no verão (que não fica nada atrás do sistema Anchieta-Imigrantes), fomos de trem até Hampton Bays.

Chegando lá, tivemos que ir de um lado para o outro de táxi, porque os Hamptons não são um lugar muito walker-friendly. Tá, quando eu fui para lá, não tinha sacado que a estrutura de lá não era tipo a de Búzios. Sei lá, na minha cabeça, os Hamptons eram uma versão phyna de Búzios. Ou da Riviera Opatija, na Croácia. Ou Côte d'Azur. Enfim, deu pra entender.

Mas não. Fora Southampton, que tem vida, o resto é só um grande Jardim Europa (casas muradas até o alto, com seguranças mil ao redor), a mais de 5Km da praia.

Confesso que a praia é bonita. A parte da baía é meio mais ou menos, mas o mar aberto não deixa nada a dever a essas praias brasileiras pretenciosas.

No primeiro dia lá, pegamos um táxi da estação de trem até o hotel. Depois, um táxi do hotel até um restaurante, para almoçarmos. Aí, mamãe e eu andamos debaixo de um sol de um bilhão de graus até uma marina, onde tinha um restaurante com bar (Margaritas!!).

Mais tarde, táxi de volta para o hotel. Na manhã seguinte, táxi para a praia em Southampton. E aí resolvemos andar até Southampton Village, o centrinho (com compras, restôs etc.). Só que era uma hora de caminhada. Ok, não tínhamos nada para fazer, mesmo, e ainda era cedo pra almoçar...

Na metade do caminho, começou a bater o cansaço (e um calor infernal, pois, lembrando, estava um bilhão de graus - e quem acha que nos EUA não faz calor assim está muuuito enganado!). Eis que aí passa um carro e buzina. E buzina de novo. Olho e vejo que é o taxista que nós tínhamos chamado todas as outras 40 vezes que precisamos ir de um lugar ao outro nos Hamptons (não, lá não tem táxis amarelos!). Ele disse que estava indo em direção à estação de trem, e nos ofereceu uma carona.

Ufa! Ar-condicionado! Quisemos pagar a ele - ou dar uma gorjeta - mas ele não aceitou. O taxista era da Tunísia, e acho que resolveu ser bonzinho porque não éramos socialites do Upper West Side. Ou sei lá.

Almoço rápido. E trem de volta para NYC: mais ar-condicionado. E menos praia.

E foi completado o propósito da viagem. Veni, vidi, vici.

Friday, August 27, 2010

Trying your luck (or, I know this is surreal)

Uma chance em um milhão.

Ontem, estava eu andando (sozinha) em Williamsburg, quando passa um carro (uma SUV) com uns quatro manos dentro. O carro diminui. O motorista abre o vidro e fala comigo:

Motorista: "Hi."
Eu: "Er... Hi?"
Motorista: "Want a ride?"
Eu: "No. Thanks."
Motorista, tentando dar uma de legal hipster/exótico: "Look at my friend in the back seat. He's from Brazil!"

Merece a hashtag #fail.
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