Wednesday, December 24, 2008

Friday, December 19, 2008

Hey there, Delilah

Porque há quatro meses era verão no hemisfério norte...

Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl, tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true

Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice, it's my disguise
I'm by your side

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me

Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me, girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me

A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
and we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time we get through
The world will never ever be the same
And you're to blame

Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You'll know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here's to you
This ones for you

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me

(Plain White Ts. Hey there Delilah.)

Wednesday, December 10, 2008

Life in a glass house

O retorno da roommate from hell. Vai vendo.

Uns dias antes do último feriado (dia de ação de graças), chego em casa e tem um envelope da Cablevision (empresa de telefonia, TV a cabo e internet) pra mim. Geralmente é conta ou propaganda. Esperando que fosse a segunda (conta nunca é bem-vinda), fui logo abrindo o envelope. Não era conta. Era pior.

Era um aviso de que um download ilegal foi feito do meu IP. Um aviso bem assustador, diga-se de passagem: um relatório detalhado dizendo que downloads ilegais resultam em investigações criminais, solicitando que eu protegesse a minha rede wireless para evitar maiores problemas e um "vide anexo".

O anexo: cópias de cartas do advogados da J.K. Rowling (sim, a titia milionária do Harry Potter, que tem a indecente mania de andar com os peitos de fora), endereçadas à minha prestadora de internet dizendo eles seguiram um download ilegal de "Harry Potter and the Deathly Hallows" e chegaram ao IP número tal (no caso, o meu) e estavam solicitando à prestadora que tomasse as devidas medidas legais, blá, blá blá.

Minha primeira reação (óbvia): quem diabos anda baixando essa &%$#*@ de Harry Potter?

Tudo bem que aquelas criancinhas inglesas do filme são fofinhas e tal, mas eu não tenho tempo para esse tipo de "literatura" (o que quer que eu queira dizer com "esse tipo"). Além disso, não trabalho com esse esquema de livro via computador, seja audiobook em mp3, seja baixar o raio do arquivo para Mac, PC, Kindle ou variantes.

Mas atentem para o fato de eu compartilhar a internê com minhas 4 roommates. Vamos aos fatos, Miss Marple:

- roommate A: economista. Estuda 24/7. Quase sempre na biblioteca. Não lê por hobby, porque não dá tempo.
- roommate B: party girl. Acabou de se formar e entrar no mestrado. Está sempre em alguma festa ou treinando (ela é corredora).
- roommate C: não tem muitas habilidades informáticas, mas usa e-mail, não sabe ouvir música em formato mp3 e ama livros (old style, de papel mesmo).
- roommate D: não tem amigos. Quando não está em aula, está no quarto. Sempre na internet, já que ela é sempre a primeira a notar que a conexão caiu. E se irritar profundamente com isso, porque estava baixando alguma coisa no seu Mac-shit ultra pretensioso quando a conexão foi interrompida. Seu aniverário seria na semana seguinte, quando ela ia ganhar o Reader Digital Book (equivalente ao Kindle, mas da Sony). Além disso, como já foi discutido anteriormente neste blogue, é uma pessoa de caráter questionável.

Todas as provas apontavam descaradamente para um pessoa (quem????). Mas, como eu não gosto de acusar ninguém injustamente, esperei. Alguns minutos depois de eu comunicar ao apartamento o que estava rolando, ela (sim, a roommate from hell, como havia de ser!) sai de sua caverna (aka filial da Apple) e admite ter sido ela quem baixou a porra do Harry Potter (o livro, no caso, não a porra em si - mas enfim).

Tá bom. Dúvida solucionada, o problem persistia. Como o contrato com a prestadora está em MEU nome (claro!) se algum procedimento legal fosse tomado, quem ia tomar no meio do nariz seria essa criatura adorável que vos descreve seu dilema.

É claro que eu não passaria esse pânico sem transferi-lo ao ser que causou a confusão. Fato é que ela entrou em parafuso, ligou para advogados e o escambau. Ela fez o maior drama à la Party of Five. Pra nada. Porque eu sabia que se rolasse alguma confusão gigantesca, ela ia dar uma de "não sei de nada" e deixar a bomba estourar na mão da idiota aqui. Simplesmente porque ela é uma pessoa do mal. Sem caráter. Podre por dentro (no sentido literal e figurado).

A conclusão é que esta pessoa que habita o quarto ao lado de meu é a prova cabal de que, mesmo Deus não existindo, o Demo existe. Porque só ele pra ter mandado essa criatura pro mundo.

Estou pensando em dar um toque pra ela esses dias, pra ver se ela se entende que ninguém (não só eu, não, viu!) gosta dela e que é bom ela ficar na dela. Acho que vou usar a frase que recentemente se tornou meu bordão de internet favorito: se mexer com o bonde da diretoria, a bala come.

Tuesday, December 9, 2008

Send it to me (or, emotional rescue)


As pessoas no meu mundo banânico, i.e. meu surrounding world do Congo, se dividem, atualmente, em dois grupos: o grupo das pessoas que sabem (ou "ouviram falar") que eu moro nos EUA e usam isso como desculpa para tentar me fazer de mula e fazer encomendar as coisas mais esdrúxulas possíveis (desde conhecidos que pedem toneladas de coisas do Duty Free até fofolitos que fazem perfis fakes no Orkut para ver se a tonta aqui cai numas de "eu não te conhecço, mas será que você pode comprar uma passagem aí pra mim e depois eu te pago?"), e o grupo das pessoas que podem pedir o que quiserem (e, talvez por isso, raramente pedem alguma coisa - ou, quando pedem, é alguma coisa descomplicada).

Já relatei os problemas com esse tipo de coisa aqui. Correlato a isso, no entanto, está a atitude em geral dessas mesmas pessoas.

O primeiro grupo, com todo respeito, que se foda. Isso mesmo. A amazon existe para isso na vida: se você quer alguma coisa, vai lá e compra.

Do segundo grupo vale a pena eu me ocupar mais extensivamente. Dele fazem parte, entre outros:
- aquele meu amigo para quem eu costumo telefonar uma vez por mês (embora tenha negligenciado a frequência das ligações ultimamente),
- a minha amiga com quem eu me comunico de vez em quando e para quem eu fiz questão de mandar um presente de aniversário pelo correio,
- um amigo que me salva via Skype nas horas de desespero existencial,
- um que me manda e-mails quando eu menos espero, mas que, sabendo que ele mal usa e-mail, me deixa feliz assim mesmo,
- um amigo que me deixa constantes scraps divertidíssimos que falam coisas além do trivial "e aí, como vai a vida em NY? quando volta para o Brasil?",
- uma amiga que se importa do jeito dela, e que eu sei que vai ser uma das primeiras pessoas que eu vou ver quando chegar a SP,
- um amigo que um dia estabeleceu uma meta (não cumprida, mas ousada o suficiente) de me escrever um e-mail por dia,
- e, finalmente, um amigo cuja carta eu recebi hoje.

Eu raramente recebo correspondência do Brasil aqui em NY. Essa carta aí, cujo conteúdo não interessa a ninguém além de mim e do remetente (porque ainda há um resquício mínimo de privacidade no mundo!), não poderia ter chegado em dia melhor. Numa semana infernal, tendo uma tarde bem assustadora pela frente, passo para ver se havia alguma correspondência para mim no departamento e... encontro esse envelope aí.

Talvez seja mania dele aparecer especialmente nessas horas de tensão, como no dia em que nos conhecemos (!), ou numa longa noite dividida entre a ansiedade de esperar meu celular tocar e uma infinita partida de banco imobiliário, ou numa tarde de fim de semestre em um dia chuvoso no Bronx.

O tema da carta explica bastante o porquê de termos nos tornado amigos: tem coisas que só fazem sentido quando são escritas com caneta e papel e enviadas do forma mais complicada que clicando em um ícone cinza na tela. Isso sobre o que você escreveu, honey, é tema para letra cursiva. A resposta, respectivamente, não vai por aqui nem por e-mail. Também não vai, contudo, por papel e caneta - não por falta de disposição, mas porque estes chegariam aí depois da resposta que eu vou te dar ao vivo: um abraço e um tapa na cabeça, pra não perder o hábito.

Num mundo onde o "anexo" da sua carta faz tanto sentido, honey, é bom saber que ainda tem gente como você, que é assim: via aérea, prioritário.

Monday, December 8, 2008

Two drifters off to see the world (or, I'm crossing you in style someday)

Sábado passado foi o dia de fazer as compras de Natal. Antes de ir ao mundo real das lojas normais, tipo Armani e afins, o Respectivo e eu fomos procurar um presente no mundo paralelo da Saks Fifth Avenue.

Estávamos procurando um par de sapatos para o irmão dele, então, fomos ao andar das roupas e acessórios masculinos. Saímos do elevador justamente dentro de seção couture. E fomos andando procurando a seção normal de designers. Os cinco minutos de caminhada que resultaram daí foram alguns dos minutos mais surreais que eu vivi em NY.

Os manequins da loja estavam vestidos com peças que poderiam ter saído da versão anos 80 gay da Ilha da Fantasia. Em sua maioria, eram bermudas de comprimentos variados com camisetas listradas em preto-e-branco de um tecido de algodão fininho com... tah-dah! - uma gravata borboleta. Os paletós eram todos de linho, em tons pastel: verde claro, azul bebê etc. Até aí, tudo bem (fora a agressão ao meu senso de estilo, tudo bem).

O problema foi quando eu comecei a reparar nas pessoas: percebi que eu parecia ter caído dentro da filmagem do filme Bonequinha de Luxo. Todas as pessoas que estavam naquela seção da loja, vendedores e consumidores, estavam vestidos de uma maneira absolutamente flamboiante, por falta de palavra mais precisa. Todos estavam vestidos em cores esdrúxulas (de veludo molhado roxo a verde limão) e usavam acessórios que só poderiam fazer parte de um guarda-roupa de um filme dos anos 40 a 60. A maioria dos homens usava gravata borboleta (mesmo o resto da roupa sendo casual). Desde quando gravata borboleta voltou a ser hype, pessoal? (e não estou falando de gravata borboleta tipo emo). Os que não usavam gravata borboleta usavam suspensórios (suspensórios!!) de cores vibrantes. Ou chapéus com formatos exóticos.

E a atitude! Ah, a atitude! Todos agiam exatamente como personagens de Bonequinha de Luxo. Exceto pelo fato de que havia poucas mulheres por lá. E não estou sugerindo que eram todos gays. Pelo contrário, acho que uma boa parte dos homens lá era hétero... só flamboiantes.

Eu deveria ter tirado uma foto, porque não sou boa em dar descrições e os parágrafos acima não fazem jus a tanto "flamboiantice". Juro. Acho que, em algum lugar lá dentro, tinha alguém usando um chapéu que mais parecia um arranjo de samambaia. Se alguém ainda não entendeu bem a gravidade da coisa, vá diretamente à fonte e leia o titio Capote, porque esta criatura que vos escreve, além de tonta e inábil nas artes literárias de nível vendável, não pode fazer muito mais para salvar sua alma.

O pouco de alma que me resta, aliás, resolvi não vender para o demo fazendo compras na Saks. Depois de não encontrar o que queria, resolvi nunca mais entrar lá, só para não correr o risco de gastar um montante que poderia alimentar um país inteiro na África em um par de sapatos horrendos D&G.

Sunday, December 7, 2008

Out of Cape Cod tonight


Ontem, depois de uma tarde surreal de compras na 5th Ave., o Respectivo e eu encontramos o irmão dele e a namorada para irmos jantar. Fomos ao BLT Fish, na W17th St., onde tivemos um jantar sensacional.

Apesar de o drink que pedimos (alguma coisa do tipo ginger apple cider com Member's Mark) ter deixado um pouco a desejar (era muuuito doce para mim), as entradas estavam sensacionais: tanto o tartare de atum com vegetais quanto o ceviche de vieiras. Parece que os camarões também estavam excelentes, mas não trabalho com essa classe de crustáceo.

Meu prato principal (o especial do dia) foi um filé de merluza-negra (Chilean seabass) com uma massa ao molho de manteiga com amêijoa (clams). Eu, obviamente, me livrei do molusco (novamente: não trabalho). O linguado que o Respectivo pediu também estava excelente. Todos os peixes estavam hiper-frescos, e os molhos e acompanhamentos foram todos ótimos.

Não é à toa que o Laurent Tourondel (o chef) é tão famoso. Para quem perdeu a referência, ele é o dono não apenas do BLT Fish, mas também do BLT Prime, BLT Burger e BLT Market em NYC. Isso além dos outros restaurantes em D.C., Porto Rico, Los Angeles e Las Vegas.

Saindo de lá, pegamos um táxi para o Upper West Side. O destino era o Terminal 5, onde fomos assistir ao esgotadíssimo show do Vampire Weekend. Chegamos a tempo de ver as duas bandas de abertura: Air Bombay e Fiasco. Boas, mas nada tão notável (nada como foi a abertura do Glasvegas para o Echo & the Bunnymen, ou o MGMT para o Of Montreal).

O Vampire Weekend foi - obviamente - ótimo. Tocaram todas as músicas do CD, umas 2 ou 3 novas, tocaram Ottoman, aquela da trilha sonora do Nick & Norah's Infinite Playlist, e ainda fizeram um cover do Fleetwood Mac e um do Blondie. No encore, trouxeram os violinos de volta e fecharam com Walcott. A melhor de todas. Quem não faz a menor idéia do que eu estou falando, sinto muito, mas é hora de dar um upgrade no iTunes. Urgentemente.
Um P.S., porque acabei de ler no blog do Marcelino Freire que o Valêncio Xavier morreu. Ainda há alguma esperança não-ultrapassada para a literatura brasileira agora? Escrevam, crianças. Por favor, escrevam. E, acima de tudo, publiquem. Sem o Valêncio por aí, alguém vai ter que se esforçar um pouquinho e tentar dar conta do recado.

Friday, December 5, 2008

So says I

Frases que, por motivos variados, eu nunca tinha imaginado que iriam sair da minha boca.

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Mamãe: Então, seu pai vai ligar no seu celular assim que chegar em casa, lá pelas 2 da tarde em São Paulo.
Eu: 2 da tarde em São Paulo... vai ser 11 da manhã aqui em NY... não sei se vou poder atender...
Mamãe: Mas ele vai ligar no seu celular. E você não tem aula às quintas-feiras...
Eu: Eu sei, mas é que vou estar na ONU, trabalhando. Minha reunião lá é das 10 ao meio-dia.

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Respectivo: Então... e aí nós vamos para a Bélgica e...
Eu: Não! Eu não vou para a Bélgica!
Respectivo: Mas por que não?
Eu: Porque eu não quero ir à Bélgica! Eu odeio a Bélgica!


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Eu: Então, e aí é só traduzir meu texto para o espanhol e -
Respectivo: Mas, espera: você fala espanhol?
Eu: Falo. É... ok, eu admito. Eu falo espanhol.

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Respectivo: É bacon e linguiça que você usa no feijão, né?
Eu: É, mas eu tenho usado bacon de soja, porque é mais saudável que o bacon de verdade.

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Cara: E aí, que achou?
Eu: Poxa, sabe que eu gostei mesmo da sua sopa de abóbora?

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Respectivo: Você quer pegar um livro para ler no -
Eu: Não! Eu não quero mais livros! Chega de livros!

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Eu: Ok. Tiffany & Co. Chegamos. E você está procurando um presente para quem?
Respectivo: Para você.
Eu: Eu não quero um presente da Tiffany's!

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Roommate from hell: E aí, vai trabalhar hoje?
Eu: É. Tenho que ir à ONU. Que saco...

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Mamãe: E então, deu tudo certo com o vôo, no final?
Eu: Ahã. E chegamos exatamente na hora em que tínhamos marcado para a limosine nos buscar no aeroporto.

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Mariana: E aí, como foi o jantar?
Eu: Foi ótimo! Acabou que conhecemos o Harold Dieterle, o chef. Ele veio conversar conosco, se sentou à mesa e preparou pratos especiais para nós.

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Chefe: Está acontecendo alguma coisa no campus?
Eu: É. Está vendo? O Michael Douglas e a Susan Sarandon estão logo ali, ó.

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Vendedor: Oi. Pois não?
Eu: Oi... é... eu vou levar um Play Station 3 e aquele jogo ali, ó.

Thursday, December 4, 2008

Forgotten thoughts

Thinking of a dream I had

Engraçado como alguns episódios de House, M.D. acompanhados de 3mg de melatonina e 76mg de citrato de difenidramina fazem coisas com o nosso sono com as quais até Dr. Freud se espantaria. Eu, hein?!

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"Be the change you want to see in the world"

Alguma coisa no fato de eu chegar à Grand Central, andar em um ritmo "Manhattanico" (leia-se esta como uma pro-proparoxítona, em um fôlego só) chutando slow walkers em frente ao Fitzpatrick, para ir à ONU uma vez por semana me convence de que eu posso estar fazendo alguma diferença para a humanidade enquanto coleciono histórias para contar para os netos dos meus amigos.

Wednesday, December 3, 2008

Please stay awhile, like ice cream floats and dreams (or, snowed in in Michigan)


Pois é. A vida não é sempre a fofurinha que a gente deseja. Embora tudo tenha corrido bem durante o temido porque aboborífico jantar do dia de ação de graças, depois de alguns dias com qualidade de vida decente, é hora de voltar pra vida real, pegar o avião e trazer meu traseiro de volta a NYC.

Segunda-feira de manhã cedo, vôo para Detroit. Lá, uma conexão rápida e... Newark. É. Seria bom se tivesse sido assim. O problema é que no domingo à noite, uma tempestade de neve atingiu o meio-oeste americano. Quando acordamos, às 6h20 da manhã na segunda-feira, descobrimos que o nosso vôo para Detroit havia sido cancelado.

Ok. Vamos tentar outro vôo. O próximo vôo possível seria... terça-feira 3h15 da tarde!! (mais de 30 horas depois!!) Como assim?! Não! O Respectivo tinha que dar aula na faculdade segunda à noite e eu tinha que ir para minha aula na terça à tarde! Tínhamos que. Porque o aeroporto em Traverse City fechou de vez na segunda. Só reabriria na terça. E o primeiro vôo disponível para Detroit seria às 3h15 mesmo.

Voltamos para a cama para mais algumas horas de sono (afinal, eram 6h30 da manhã!) e resolvemos aproveitar mais um dia de boa comida com muita neve e muito gelo lá fora. Como disse um amigo meu que é de Ohio, "Welcome to the Midwest!!".

Felizmente (embora depois de alguns episódios de pânico-relâmpago), ontem à noite pousamos em Newark. E a Limo que havíamos contratado estava lá para nos buscar e trazer de volta pra casa no bom e velho Bronx, pra retomar a rotina de vida de pobre. Mas sem tanta neve.

Wednesday, November 26, 2008

I'm gone (or, don't do crowds)

Este blogue - sua autora, na verdade - está meio que de férias. Quinta-feira é dia de Ação de Graças aqui nos EUA. E ninguém merece ficar em uma NY vazia de residentes, cheia de turistas aproveitando as mega-Liquidações da black Friday (ou melhor, se matando nelas) e congelante.

Por isso ontem juntei umas tralhas, me aventurei por dentro do esgoto humano (=New Jersey), e peguei o avião (em Newark) para Traverse City, Michigan.

Diferentemente do verão, a cidade está vazia. Mas apesar das toneladas de neve lá fora - especialmente porque o lugar onde estou fica exatamente ao lado da estação de ski, está mais quente aqui que em NY, especialmente dentro de casa, já que aqui não tem uma louca que acha que 16 graus celsius é a temperatura ideal para a sobrevivência humana.

Os desafio para os próximos dias: encarar o resto do frio e as comidas festivas.

Comidas festivas parecem uma coisa boa e tal, mas lembrem que uma das coisas maistradicionais desta época do ano por aqui é... abóbora, minha inimiga leguminosa #1.

Wish me luck!

Sunday, November 23, 2008

Stop, Look and Listen (or, sheer procrastination)

Preguiça de postar algo decente, então vai um lance bem lame que alguém me mandou. Colocar suas músicas em shuffle e seguir a ordem das perguntas abaixo, for the sake of it.


IF SOMEONE SAYS "IS THIS OKAY" YOU SAY?
Ask Me How I am - Snow Patrol (hum... intrigante)

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?
Enterlude - The Killers (tipo "garota, interrompida"? - acho que não, hein...)

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?
Inner City Life - Goldie (hmm...)

HOW DO YOU FEEL TODAY?
Recycled Air - The Postal Service (haha, sad but true, acho... todo mundo com gripe por aqui...)

WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE?
Karma Polic
e - Radiohead (essa foi quase filosófica)


WHAT IS YOUR MOTTO?
Two Cars - Death Cab for Cutie (interessante... carros! Eba!)

WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?
Avery Island - Neutral Milk Hotel (hein?)

WHAT DO YOU THINK ABOUT VERY OFTEN?
So Begins our Alabee - Of Montreal (WTF?!)

WHAT IS 2 + 2?
Bodysnatchers - Radiohead (ok...?)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?
12 Hours It Takes Sometimes - Reindeer Section (hum...)

WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE?
Thrown - Buffalo Tom (???)

WHAT IS YOUR LIFE STORY?
How To Be Dead - Snow Patrol (OMG! Que trágico!)

WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?
Harmony 2 - Spiritualized (hum... que coisa mais ioga!)

WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?
Stop - Matchbox Twenty (haha...)

WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?
Ms. Thing - Simian Mobile Disco (espero que não!)

WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?
Let It Flow - Spiritualized

WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?
Sleep Alone - Moby (eu, hein? que humor negro!)

WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST?
Play - Moby (right on!)

WHAT IS YOUR BIGGEST SECRET?
Leave - Matchbox Twenty (damn right it is!)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?
Whatever - Lost Witness vs. Sassot (haha... whatever...)

WHAT'S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN?
La Balade de la Basse - Louise Attaque (?!?!)

HOW WILL YOU DIE?
Amputation - Death Cab for Cutie (medo dessa!)

WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?
If There Is I Haven't Found It - The Reindeer Section (de novo: medo!)

WHAT MAKES YOU LAUGH?
Palo Alto - Radiohead (???)

WHAT MAKES YOU CRY?
For What Reason - Death Cab for Cutie (ok...?)

WILL YOU EVER GET MARRIED?
Asleep On a Sunbeam - Belle & Sebastian (i.e. só sob efeito de insolação braba...)

WHAT SCARES YOU THE MOST?
Mint Car - The Cure (Carro? I ain't scared!)

DOES ANYONE LIKE YOU?
Bloody Motherfucking Asshole - Martha Wainwright (tá, nessa eu quase MORRI de rir)

IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?
Gwyneth - Someone Still Loves You Boris Yeltsin (não sei que Gwyneth, mas...)

WHAT HURTS RIGHT NOW?
Second Lover - Noah and the Whale (poético e tal, mas... não)

WHAT WILL YOU POST THIS AS?
Stop, Look and Listen - Belle & Sebastian

Tá bom. Agora chega, porque eu ainda tenho uma vida. Mas pra quem me conhece, fica um punhado de risadas. Ou não - o que é mais provável. O que confirma que a internet não tem muita coisa boa a oferecer. Vá ler um livro! Ou ver TV, sei lá. Como diria um cara que eu conheço por aí (e que não lê isso aqui, então, isso fica sem propósito, mas foda-se): "boa noite; durmam bem."


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