Tuesday, May 6, 2008

Love me, just leave me alone

Esse aí acima é o M. O. da semana.

(By the way, vai aqui um link de uma nova coluna do NY Times, que vale a pena ler.)

Mas não, esse post não é uma crise existencial. É só um rápido stream of consciousness para constatar um dado da vida acadêmica e o fato de eu ter me dado conta de um turning point na minha idiossincrática existência: como as coisas funcionam melhor profissionalmente quando não tem ninguém para aporrinhar o dia todo (ou sequer parte dele). E, quando eu falo profissionalmente, não estou falando do meu job, mas do real motivo da minha estada em NY, ou seja, meu M.A.

Pouquíssimas pessoas têm o meu número de telefone (felizmente). Não trabalho com MSN. Desligo o Skype. GMail chat, que me desculpem, é coisa de gente que não tem o que fazer. Minhas roommates estão todas tão ocupadas quanto eu. Meu apartamento não tem campainha.

Pode parecer que eu sou anti-social (quem me conhece bem daria risada até as tampas só de pensar nessa possibilidade), mas não. Aliás, por incrível que pareça - de novo, felizmente - tem mais gente que pensa como eu no mundo (no caso, mundo = NYC).

Pois é. Como já era de se esperar, eu sempre estive certa: nada contribui tanto para a produtividade acadêmica quanto a possibilidade (não necessariamente o fato, mas a mera possibilidade) de você se dedicar a um artigo 24/7. Isso se chama ficar sozinha com a cooperação alheia, e significa que dá, sim, pra ver as pessoas de vez em quando. Mas elas colaboram para essas 24/7 de überproductivity, ao invés de encher o saco, só porque o dia é comprido. Até a Doris andou colaborando ativamente para minhas eternas crises acerca do livre-arbítrio. Priceless. Mas, como diria Michael Ende, "das ist eine andere Geschichte, und sie soll ein andermal erzählt werden." (essa é outra história, e deverá ser contada em outra ocasião).

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