Thursday, May 15, 2008

Neighborhood #2 (Laika)

Ainda no outono, lá pra final de outubro de 2007, acho (quando o Respectivo ainda nao era Respectivo), estava no Bx12 voltando pra casa quando meu celular toca, indicando que era ele quem estava me ligando:

- Alô?
- Alô. (uma voz de mulher responde. Logo pensei: xi... quer ver que ele esta saindo com alguma mina que viu uma ligação pra mim e agora vai querer tirar satisfação, sem eu sequer ter a ver com a história?- been there, done that, daí o pensamento surreal)
- Oi?
- Oi, é... desculpa, mas eu encontrei esse celular perdido na porta de entrada do meu prédio-
- É, esse celular é de um aluno da Fordham, que mora bem na esquina, na entrada ao lado do portão e-
- Sim, sim. Eu moro nesse prédio. Acho que esse celular é de um dos meus vizinhos...
- Ah, ok. Esse celular e do-
- Então, eu até sei de quem é, conheco ele, mas não sei em que apartamento ele mora. Voc sabe o número do apartamento?
- Er... não, não sei... desculpa. Mas posso tentar descobrir e ligo de volta nesse número para avisar.
- Ah, sem problemas, vou tentar ligar para algum outro número e descobrir. Obrigada! Desculpe incomodar...
- Sem problemas. De nada.

É estranho pensar que os hábitos aqui são tão diferentes em coisas tão bestas. Primeiro que no Brasil poucas pessoas que "achassem" um Razr iriam devolver (sad but true, vai pessoal...) e segundo que me dei conta de que aqui, por mais que você seja amigo de alguém isso não necessariamente significa que conhece a casa da pessoa - e sequer que sabe onde ela mora. Um americano não hesita muito em te convidar pra "tomar aquele whisky", desde que seja no bar mais próximo.

1 comment:

Paulo Tiago said...

Gostei da moça. Eu já fiz isso, liguei pra descobrir, mas nem fazia idéia de quem o sujeito era... sempre vale a pena. E a Dani (sim, ela) diria que eu ia acabar no bar com o dono do telefone pra tomar uma e iríamos combinar balada.

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