Saturday, May 3, 2008

Pavlov's Bell

Hoje está rolando The Second Annual Conference for Qualitative Research Methods in the Sciences, aqui mesmo, na Fordham University. É uma conferência relativamente importante, organizada pelo departmento de psicologia, com o apoio dos departamentos de filosofia (basicamente, eu) e serviço social (basicamente, a Mary Beth).

Apresentei meu paper esta manhã. "Interdisciplinarity, demarcation and incommensurability: the challenges of Critical Discourse Analysis as a qualitative research method."

Após a abertura da conferência, esta manhã, o Dr. Wertz, que é chair do depto. de psicologia e o organizador do grupo de pesquisa em psicologia fenomenológica do qual eu faço parte, me pediu desculpas porque não poderia ficar para ouvir minha apresentação, porque teria que ir para a outra sala (onde haveria uma apresentação simultânea). Ok, no prob. Menos pressão, até.

Não tinha muita gente na "platéia" quando o Michael (do depto. de filosofia da Columbia) apresentou o trabalho dele, nem quando a Emily (psicologia, Fordham) fez a apresentação dela. Mas tão logo eu comecei a falar (já eram em torno de 10h30), algumas pessoas chegaram. E o Dr. Wertz acabou ficando por lá mesmo, by the way.

No final da sessão, sempre rola aquele chit chat acadêmico e tal. O Dr. Wertz ficou, aparentemente, mega-entusiasmado com a minha apresentação. E continuou a conversa comigo por um bom tempo. O que é um ótimo feedback, já que ele é um dos grandes nomes das pesquisas qualitativas nos EUA. Tinha uma senhora "oriental" ao lado dele, enquanto ele falava comigo, que também ficou impressionada com minha abordagem e tal. Simpática, ela.

Pois só depois, quando cheguei em casa, me dei conta de que a senhora simpática, que me elogiou era a Lisa A. Suzuki, a keynote speaker da conferência, da NYU. Outra figura gigantesca dos métodos qualitativos de pesquisa. Pois é, quer maior prova do que isso que eu não trabalho com academic suck up (ainda que por pura ignorância) e que, aqui nos EUA, mesmo os grandes acadêmicos que não precisam provar mais nada para ninguém ainda se importam com as formiguinhas operárias como eu?

Sensacional... (Vou aproveitar a high vibe pra trabalhar um pouco agora, antes de ir assistir à apresentação do Respectivo.)

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