Wednesday, July 23, 2008

Could it be anybody?

Uma amiga minha acabou de tirar o visto para ir passar um tempinho nos EUA, estudando. Dei a maior força para ela. Ajudei na papelada e fiz umas intermediações burocráticas. Ela tinha se programado o ano todo e só faltavam os ajustes finais. E ela precisava de alguém que falasse inglês. E queria me ver, para bater um papo, como fazemos há 19 anos. Apesar de ela trabalhar muito, muito mais horas semanais que a maioria das pessoas, ela fez questão de me ver várias vezes.

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Um amigo me perguntou, todo receoso, se eu poderia trazer duas coisas de NY para ele. Para ele, eu traria até cinquenta. Trouxe as duas; uma ficou de presente. Logo no dia seguinte ao em que eu cheguei, ele queria me ver. Não pelas encomendas, mas porque ele queria me ver de verdade. De quebra, me deu (pela segunda vez) um presente de aniversário dos mais legais da vida. E ele fez questão de me encontrar mais várias vezes, até conseguirmos tirar aquela foto de nós dois, que até hoje não tínhamos.

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Um outro amigo me ligou no dia em que eu cheguei, com uma recepção programada para mim, com vinho, pizza e mais uns convidados. Algumas semanas depois, ele me emprestou o apartamento dele no interior para eu me hospedar enquanto participava de um congresso. E nos vimos a trabalho, como fazíamos antes, e nos vimos por lazer, como raramente acontecia.

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Um amigo meu, que no meu aniversário acordou de madrugada para ir trabalhar, saiu do trabalho e ainda fez Corinthians-Itaquera - Barra Funda para vir me dar um beijo.

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Um outro convenceu o amigo, que estava dirigindo, a sair do outro lado da cidade e vir me buscar, para me pagar uma Guinness. Algumas, na verdade.

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Até o meu amigo mais furão me acompanhou a uma festa de aniversário onde eu não conhecia ninguém além da aniversariante.

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Uma amiga minha me acompanhou em uma ótima viagem, me apresentou montes de pessoas legais, e ainda me levou de volta àqueles dias em que as pessoas na Starbucks sabiam meu nome.

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Tem uma outra amiga que, como eu já contei, me lembrou o Tender Home, me deu flores, um sorriso, e isso me valeu o mundo.

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Porque, felizmente, algumas coisas não mudam tanto.

1 comment:

Fred Sorin said...

que coisa maaaaais legal
mas escuta
eu PRECISO falar com voce, preciso mesmo, do tipo preciso demais

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