Friday, July 18, 2008

Would YOU buy a car without taking it for a test drive?

Tudo bem que a Fordham é uma faculdade católica. A Pontifícia, onde passei seis anos e meio (entre graduação e mestrado), também é. And yet.

Talvez eu já tenha dito isso por aqui, mas o respeitadíssimo departamento de filosofia da Fordham deve ter, atualmente, uns setenta alunos no total, dos quais apenas sete mulheres. E eu sou uma delas. E viva! Detalhe sobre as outras: duas, apesar de não serem freiras, vivem como se fossem; duas são casadas e têm suas vidas próprias; uma delas está em fase final de dissertação e só aparece duas vezes por ano; e a outra é uma aluna nova, que eu ainda não conheci. "Civil", só eu.

Desde os tempos de Pontifícia e de trabalhos em metalúrgica (sim, eu já trabalhei em uma metalúrgica e minha carteira de trabalho pode comprovar!), já estava acostumada a trabalhar com grupos predominantemente masculinos, e isso nunca foi problema. Na verdade, até prefiro. Mas isso é outra história, e deverá ser contada em outra ocasião.

Mas na Fordham rolava um lance estranho. Uns caras esquisitos, que pareciam que não tinham aprendido a conversar. Principalmente quando a interlocutora era eu. Estranho. Muito estranho.

Depois fui descobrindo umas coisas que se tornaram bem reveladoras: grande parte desses 70 alunos vem de faculdades protestantes ultra-conservadoras e tradicionais. Uma delas é famosa por ter recentemente liberado, no bailinhos, que os meninos (aka homens de 21, 22 anos!) dançassem com as meninas (mulheres de 21, 22 anos!), desde que se mantivessem a uma distância do equivalente a duas Bíblias. Hein?

É isso aí. Duas Bíblias. Isso já deve explicar bastante coisa sobre o comportamento sequelado do pessoal, mas vamos entrar em mais detalhes? Sim, adoramos detalhes. Especialmente aqueles bem sórdidos.

Pois aqui não vai haver detalhes sórdidos porque o pessoal é muito, muito WASP (aka white anglo-saxon protestant) e o que falta na vida deles é justamente sordidez. O mínimo de. Depois de fazer uma pesquisa sub-liminar à la Alfred Kinsey (só que ao contrário), descobri que o departamento de filosofia da Fordham deve ter - em um contraste exorbitante com o mundo fora dos portões da universidade: um mundo de chicanitas que se tornam mães aos 14 anos - o maior número de homens virgens acima de 25 anos do estado de NY.

E não é que o pessoal seja feio, ou que a falta de mulheres no departamento cause esse tipo de situação: grande parte desses "senhoritos" têm namoradas de longa data e alguns estão noivos. Vai entender.

Pois é, pessoal, e vocês achavam que a vida na América era fácil? Nada disso. Porque mesmo a burocracia sendo bem menor em solo ianque, ainda é mais fácil você se livrar de um leasing de um carro ruim que conseguir um divórcio. E viva as concessionárias!

1 comment:

Fred Sorin said...

poooooooooooooooooooooooooooooooooooorra
que coisa rapaz
tem mais virgens do que no terceiro ano franco brasileiro 2008

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