Tuesday, August 5, 2008

The crystal lake (or, one of my favorite things, luck and other randomness)

No sábado, depois de uma hora de power walk de manhã e almoço, fomos para o lago, passar a tarde na casa de um amigo do Respectivo.

Como o pessoal lá estava ocupado com qualquer coisa relacionada a futebol americano, fomos direto para o lago para fazer uma das minhas coisas favoritas: andar de jet ski. Fazia aaaanos que eu não andava! E é tão bom quanto antes. Claro que está incluído nisso o fato de que eu gosto de qualquer coisa que ande a mais de 60km/h (exceto as que têm duas rodas), especialmente quando está muito, muito calor, e você está na água.

Andamos por mais ou menos uma hora, com todos os wild moves que se pode fazer com um jet ski em um lago gigantesco com pouco movimento de barcos a vela, lanchas ou outros jet skis. O lago (agora não lembro o nome) é bem grande, deve ter mais de 150 kilômetros quadrados. Só que - lembrem-se de que é a vida de Aline - é óbvio que, em um determinado momento, nos demos conta de que a gasolina estava acabando. Ok, sem problemas. Hora de voltar para casa...

Se é que conseguiríamos encontrar o caminho de volta para casa. Depois de darmos voltas e mais voltas no lago, não sabíamos mais se nós estávamos no lado norte, sul, ou quoi. E fomos procurando... e a gasolina acabando... E o raio do jet ski apitando, pra avisar que logo, logo, íamos ficar boiando e teríamos que nadar 40km atrás de gasolina. Um perspectiva não das melhores.

Depois de percorrermos mais ou menos um terço do perímetro total do lago (ou seja, coisapracaralho) e ainda sem termos a menor idéia de em que direção deveríamos ir, encontramos, meio que por acaso, a casa de uma outra amiga do Respectivo. Ela não estava em casa, é claro. Mas como os americanos não têm essa mania esse hábito de trancar tudo, a casa estava aberta, e o Respectivo entrou para procurar gasolina (porque ela também tem barco e jet ski, e, portanto, gasolina em casa). Os recipientes estavam vazios, então, ele foi lá dentro procurar um telefone pra ligar para o amigo e perguntar se a gasolina que tínhamos seria suficiente pra voltarmos. Só que não tinha telefone fixo na casa! (believe it or not!) E nós obviamente não estávamos com nossos celulares, afinal, estávamos andando de jet ski, ué!

Sei que ele fuçou, fuçou até encontrar uma garrafinha com gasolina para o cortador de grama. Era pouca, mas seria o suficiente para nos carregar por alguns kilômetros (milhas) a mais. O desafio agora era encontrar o tanque de gasolina do jet ski. Depois de abrirmos todas as tampinhas que vimos pela frente (e depois de o Respectivo jogar um bom litro de gasolina em um compartimento reservado para água - que nós prontamente lavamos depois que eu percebi a besteira), usei todo o meu conhecimento de mecânica náutica (ha!) e encontrei o tanque de gasolina. E viva!

O raio do jet ski não parou de apitar (porque ainda sim tinha pouca gasolina), mas ao menos conseguimos chegar de volta à terra firme para um resto de dia na água... numa lancha que, depois de algum tempo, também resolveu nos deixar à deriva, mas o resto da história será contada em outra ocasião.

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