Tuesday, August 19, 2008

Die and you'll be free


Nessa coisa de super-verão americano, acabou que nem comentei nada sobre os filmes a que eu assisti no início de agosto, no Traverse City Film Festival, exceto o Woody Allen da noite de abertura.

Vou tentar compensar rapidamente agora. No sábado, 02 de agosto, assiti ao sueco Låt den rätte komma in (Let the right one in, em inglês), um dos filmes suecos mais premiados dos últimos tempos, apesar de ser - pasmem! - um filme de terror. Na verdade, terror não é bem o gênero certo. Eu chamaria de "cute horror", porque o filme é bonitinho e tem um enredo bem interessante. Tem-se comentado por aí que é um dos melhores filmes de vampiro ever. Não sei se é pra tanto. Também não entendo nada sobre filmes de vampiro, então, sei lá, basicamente. Valeu a pena ter assistido, anyway. E pelo menos deu pra praticar um pouquinho meu sueco, que já anda pra lá de enferrujado (se não morto de vez).

No domingo, dia 03, vi dois filmes. O que eu mais esperava, o iraniano Buda as sharm foru rikht (Buddha collapsed out of shame, em inglês) filmado no Afeganistão e dirigido por Hana Makhmalbaf, que é filha do ótimo Mohsen Makhmalbaf (aquele que dirigiu Gabbeh, A maçã, e O Grito das Formigas). Nem precisaria comentar o que achei do filme, pois já deve ter ficado óbvia minha paixão pela família Makhmalbaf, mas é quase um dever moral eu dizer que o filme acaba com a espetacular frase "Die and you'll be free." Não vou falar mais nada. Assistam ao filme.

À noite foi a vez do dinamarquês Vikaren (The Substitute, em inglês), que, além de recomendadíssimo pelo Michael Moore, tinha no cast um dos meus atores favoritos: Ulrich Thomsen. Nada tão excepcional, embora tenha me dado uma prova de que os dinamarqueses também sabem fazer blockbusters hollywoodianos com aliens. Só que melhor que Hollywood. Óbvio.

O saldo final do TCFF não foi lá dos melhores: não assisti a nenhum filme que tenha chamado tanto a atenção. Mas é daquelas coisas: se eu não tivesse ido, teria ficado achando que perdi filmes fenomenais. Deu para pelo menos me atualizar sobre o que está rolando no cinema nórdico, que é by far o meu favorito. Só teria sido melhor se eu tivesse conseguido encontrar a Madonna, que estava por lá, mas "inencontrável". Oh, well...

2 comments:

jubarros said...

Então...eu tenho uma política meio inevitável de não comentar blogs, mas eu não resisti pq eu ri sozinha e estava precisando rir sozinha de alguma coisa, portanto muito obrigada por ser vc e por me proporcionar momentos como este.

AdrenAline said...

Glad to be of service! ;)

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