Monday, August 25, 2008

Easy talkin', border blockin', transport is arranged

Sexta-feira eu tinha mais um dia inteiro - e sem minha companhia original - para aproveitar passar em Houston. Acordei relativamente cedo e resolvi ir dar uma volta. Fui até a recepção e perguntei para a mocinha se tinha alguma atração turística, shopping ou coisa do gênero que ficasse a walking distance do hotel. Ela disse que não; para qualquer coisa eu precisaria de um carro. Ok.

E ônibus?, perguntei. Tem algum que vai para perto da Kirby ou Westheimer? Ela me olhou com a maior cara de assombração:
- Não... não tem ônibus aqui em Houston. Quer dizer, tem. Mas só na parte sul da cidade. Você precisa de um carro.

Great! Resolvi pegar um táxi e ir fazer alguma coisa da vida. Novamente, é difícil tomar alguma decisão sábia quando está fazendo 37 graus e a umidade está em torno de 80%. Pensei em ir ao parque correr, mas logo (e felizmente) me dei conta de que o clima não estava nada favorável para esse tipo de atividade. Acabei indo ao Memorial Mall para ao menos andar no ar condicionado, almoçar etc.

À tarde a prima do Respectivo foi me buscar e, depois de fazermos umas coisinhas aqui e ali, fomos ao Keneally's Pub com o namorado dela, porque ele ficou sabendo que eu gosto de Guinness e queria me levar a um lugar onde ela bem tirada, com o trevo na espuma e tudo.

Depois de lá, encontramos mais algumas pessoas e fomos jantar em um ótimo restaurante mexicano tex-mex, Cyclone Anaya (Midtown). O restaurante estava lotado: havia uma espera de 45 minutos. Então, fomos ao bar beber alguma coisa enquanto esperávamos. Apesar do barulho absurdo (muita gente esperando e falando alto), a minha Margarita estava muito boa.

Apesar de a espera ter durado MUITO mais de 45 minutos (que tal... uma hora e meia?!), valeu muito a pena. Comi um prato de enchilada sensacional. E o ambiente é bem legal, apesar do barulho excessivo. Não é um restaurante caro, apesar de ser um dos mais agitados da cidade. Foi certamente uma das coisas que mais valeu a pena por lá!

De lá, andamos um quarteirão e fomos ao Komodo's Pub. A essa altura, já por volta das 23h., eu já estava tão cansada que nem bebi nada. Uma hora depois, estava pronta para voltar para o hotel, para tentar dormir para madrugar no dia seguinte, para poder pegar o vôo de volta a NYC. Chamamos um táxi. Alguns minutos se passaram e nem sinal do amarelinho. Resolvi que ia simplesmente acenar e pegar um táxi qualquer, na rua. As pessoas me olharam com um espanto surreal: "mas não se faz isso aqui em Houston. Você telefona e chama um táxi. Ninguém pega táxi na rua."

Mas eu estava disposta a encarar o desafio. Afinal, se eu consigo pegar táxi em NY, consigo pegar em qualquer lugar. Caminho decidida para um lugar mais movimentado e... tah-dah! Em menos de um minuto, estou dentro de um carro sendo levada para o hotel. Algumas fortunas depois e eu finalmente estava vendo o conforto de uma cama, embora fosse por pouco tempo, já que o shuttle viria me buscar, no dia seguinte, às 5h20 (da manhã! Sim!) para me levar ao aeroporto para eu finalmente voltar à civilização, i.e. um lugar onde há pedestres, que tem transporte público (aka trem e metrô, porque eu não pego ônibus, simplesmente!) e onde (com um pouco muito esforço) se pega táxi (barato!) na rua a qualquer hora/local.

Se tivesse que escolher entre essa facilidade de transporte e aquela comida tex-mex maravilhosa... Bom, é um no-brainer: minha escolha foi feita há um ano. E sem arrependimentos. Com um restaurante mexicano autêntico bem pertinho - walking distance, thank God!

1 comment:

C.Dias said...

Oh my God! Would you listen to yourself? U are SUCH a New Yorker! he he
And that's why we love you honey! :-)

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 3.0 Unported License