Sunday, September 7, 2008

Careless in our summer clothes, splashing around in the muck and the mire

Acabou que não concluí a história de o que aconteceu depois daquele meu longo passeio de jet ski no início de agosto. Ainda naquela tarde, o Respectivo e eu fomos para o meio do lago com mais 3 amigos dele, mas desta vez de lancha. A brincadeira da vez era tubing (e sei lá como isso chamaria em português; clique aí no linque pra ver de que se trata!).

Lanchas são mais rápidas ainda que jet skis, portanto, nenhuma reclamação... Exceto pela ignição da lancha, que não estava rolando legal e que, depois de uma hora e meia de tubing nos deixou meio que à deriva no meio do lago. E viva! E, como eu tinha dito no outro post, o lago é razoavelmente grande, e a idéia de nadar de volta para a terra firme era... bem, não era sequer uma idéia. Depois de um tempo, a única solução era chamar a guarda costeira para nos rebocar. O pior de tudo é que, a cada vez que tentávamos dar a partida e a ignição falhava, um apito surrealmente agudo disparava, tornando a situação ligeiramente intolerável.

10 minutos... 20 minutos... e nada. O raio da lancha só engasgando. E apitando. Loucamente! E tudo bem que lanchas são legais, mas elas são legais em movimento. Porque paradas no meio do nada debaixo de um sol de 28 graus, apitando e eu estando com fome elas estão mais próximas à minha idéia de inferno.

Eis que num momento de inspiração das musas o dono da lancha declara que tentará dar a partida mais uma última vez antes de chamar a guarda costeira. E eis que... NADA! E apito! E mais apito!

Por puro orgulho (ou teimosice, sei lá eu), ele não chama a guarda costeira e resolve tentar mais algumas vezes. Depois da oitava tentativa pós-decisão abortada (foram mais de 40 tentavivas com consecutivos apitos, no total), tah-dah!, a lancha pegou. E conseguimos voltar para a casa do moço.

E dessa vez foi mais fácil, já que ele estava conosco e, obviamente, sabia como localizar o próprio lar em relação a onde estávamos no lago (diferentemente do Respectivo e eu durante o passeio de jet ski). Mas sempre tem que ter alguma turbulência em todos os meus momentos de lazer. Só pra eu ter certeza de que minha alma ainda não abandonou meu corpo. Ou algo assim, sei lá.

No comments:

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 3.0 Unported License