Monday, September 15, 2008

Dark cloud has come into the way (or, fuck 9/11)

11 de setembro é aquele tal dia por aqui... Apesar de eu continuar demandando uma campanha revisionista pra acabar com essa balela de nine-eleven, o pessoal aqui ainda leva a coisa meio a sério.

Meu 9/11 sete anos depois foi meio infernal, meio compensatório.

De manhã, fui para Manhattan trabalhar. O legal é que eu nunca tinha ido trabalhar no escritório de Manhattan (Upper West Side) e, como referência, meu chefe disse que, chegando na Columbus Ave. com a W60th, era só procurar a bandeira americana gigantesca. Era lá aonde eu tinha que ir. Chego eu às 10 da manhã na W60th com a Columbus. E cadê o raio da bandeira? Ando, ando e nada. E o pior é que não lembrava o número do prédio. Ai, Jesus...

Dá-lhe sacar o celular e dar um Google no endereço. Número 33. Chegando lá, nada de bandeira. Só o pau, coitadinho. Pelado. Claro! Era o maldito 9/11 e tinham recolhido a porcaria da bandeira. E a imigrante aqui é que se ferra. Genial! Ninguém mandou ser 1/4 libanesa... pra provar que aqui eles não sabem mesmo a diferença entre Iraque, Afeganistão, Líbano, Rússia e Canadá. Mas tudo bem. Aquela história de smile-and-nod e vambora.

Trabalhei só parte do dia (thank God!), mas o suficiente para ficar transtornada com estudantes enlouquecidos que não falam inglês, professores da Geórgia (o país, não o estado) com visto vencido que estão naquela situação meio "O Terminal", um sistema tosco que roda com códigos surreais e os malditos planos de saúde. Quando meu cérebro estava derretendo, felizmente já estava também na hora da reunião que eu tinha marcada para as 12h30. Fomos para o Flame, minha chefe e eu. O meu outro chefe chegou depois. Depois do almoço (spanakopita com salada grega, eba!) e de resolvidos uns lances da programação com a ONU, eu estava liberada pra dar a minha tradicional passadinha no Whole Foods do Columbus Circle e voltar pra casa.

E nada de vida fácil aqui no Bronx, já que eu ainda tinha que preparar o arroz e a sobremesa para o jantar indiano que ia rolar na casa do Walter às 18h30. Corri até o mercado, fiz o bolo, fiz o Basmati, tomei banho, dei uma arrumada na mala (para a viagem para Detroit, no dia seguinte) e saí correndo, depois que o Respectivo veio me encontrar.

Esse foi o tradicional jantar dos pós-graduandos em filosofia do segundo ano para o novos (recém-chegados) pós-graduandos em filosofia. Por sorte, todo mundo apareceu. O Chris U. e o Walter fizeram o curry. Eu levei o arroz e a sobremesa. Depois de tudo pronto, comemos até a morte e ainda consegui conversar com alguns dos novos alunos, que finalmente começaram a parecer muito menos estranhos que à primeira vista. Mas é claro que somos pesquisadores de filosofia, então as restrições ainda se aplicam... Depois do social todo, uma passada rápida no meu apartamento para eu trocar de roupa e get foo foo para podermos ir ao SoHo comemorar o aniversário do Aaron.

Como o Aaron é DJ residente da Houseface, noite de quinta-feira da Kush Lounge, a coisa prometia ser VIP. Não foi diferente: hookahs à vontade, várias garrafas de vodka com mixers e uns vale-drinks aqui e ali. E música boa, claro. Balada boa a custo zero = excelente. Fora os tradicionais ótimos momentos do Miraj moonwalking e meus vizinhos que acabaram aparecendo (Timo, Turner, Dave e Steve) - e eu fiz um dos novos-alunos-esquisitos-de-filosofia dançar na pista e tudo. Claro!

É, só que tudo isso foi na quinta à noite. E eu ainda tinha uma aula de Medieval e um vôo para Detroit no dia seguinte. Ou seja: uma e meia da manhã era hora de voltar pra casa. Táxi até a Grand Central e Metro-North para casa, felizmente. E depois do processo habitual pós-balada, era hora de desmaiar... por 4 horas. E viva as sextas-feiras pós-balada! 9/11? Não ligo MESMO!

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