Thursday, September 25, 2008

NYC, PDA, Obstacle 1, Obstacle 2



Em mais um daqueles momentos retrospectivos, hoje encontrei o ingresso do primeiro show a que eu fui desde que me mudei pra NY: 14 de setembro de 2007. Interpol. Com abertura de Cat Power e Liars.

Saí da minha aula de Medieval, peguei o Metro-North e fui andando até o Madison Square Garden, com uma breve parada para engolir uns pedaços de fast food. Como de costume, a compre do ingresso foi um processo meio complicado. Como a Ticketmaster não aceitava cartão de crédito com billing address de fora dos EUA e como, quando eu comprei o ingresso, o meu cartão daqui ainda não tinha chegado, tive que pedir para uma das minhas roommates comprar pra mim, aquela coisa.

Eu fui sozinha, porque ninguém aqui parecia saber quem eram Interpol ou Cat Power. A coisa de ir sozinha nunca foi impedimento pra mim mesmo, então... lá fui eu para minha primeira ida ao Madison Square Garden. Yay!

Desnecessário dizer que minha cadeira era razoavelmente longe do palco, mas deu pra aproveitar bem assim mesmo. O Liars, achei totalmente dispensável. Cat Power, como de costume, apesar de até bom, deu sono. Mas o Interpol foi bom. Muito bom. Mas também só isso. Foi legal por ter sido meu primeiro show aqui e tal, mas... ehn.

Depois do show, o combinado era eu ligar para o Chris e a Cara, que estariam em um bar no Upper East Side. Só que assim que o show acabou, meu então recém-adquirido super celular começou a morrer. Foi o tempo de eu falar "alô" e ele ficar mudo. E viva!

Claro que em um mundo iPhone, wireless e o diabo-a-quatro, telefones públicos não são exatamente a coisa mais fácil de se achar... mas lá fui eu à procura do bom e velho orelhão (que aqui não é orelhão, mas azar o deles!). Como eu sou espertinha, quando o meu telefone começou a perder os sinais vitais, peguei uma caneta e anotei os números da Cara e do Chris em um papel e, logo que achei uma cabine telefônica, disquei.

Mas o Murphy anda sempre a minha espreita... Telefones fixos e móveis aqui não têm taxa adicional para DDD. Todas as ligações (locais ou longa-distância) custam a mesma coisa. Por isso as pessoas não se preocupam em trocar o código de área de seus telefones cada vez que mudam de uma cidade (ou estado) para outra.

Só que telefones públicos têm, sim, taxa para ligações interurbanas e, como tanto a Cara quanto o Chris têm números de fora do estado de NY, tive que desembolsar US$4,75 (!!!) para um minuto de conversa. Em moedas!!! Onde eu ia arranjar US$4,75 em moedas? Ai, Jesus... por sorte, quando juntei todos os quarters, nickels and dimes, acho que deu uns US$5,25. Ou seja, falei, mas falei na correria.

Na segunda fase da noite, encontrei com o pessoal lá no UES e ficamos roaming a área por algum tempo até decidirmos que estávamos prontos para a longa trajetória de volta para o Bronx... e acho que, apesar de feio, o Madison Square Garden (e não Cat Power ou Interpol) valeu a viagem.

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