Wednesday, October 8, 2008

Campus (or, leaves fall)

No domingo, apesar de o tempo ameaçar impedir novamente o passeio, fui passar o dia em New Haven (CT) com a Mahlika. O objetivo da viagem era saber que diabos há, afinal, em New Haven (apesar de todo mundo dizer que é um gueto perigosíssimo!) e ver que cara tem Yale.

Os trens no final de semana são quase todos locais, por isso, a viagem demorou quase duas horas, com uma breve baldeação em Stamford (CT) - não, não é Stanford! É Stamford, com eme mesmo! Chegamos na estação de trem de New Haven e pegamos um táxi até o centro de informações para visitantes de Yale, na Elm St. Um mocinho nos deu um mapa, nos sugeriu um trajeto e nos indicou onde havia restaurantes e cafés, porque estávamos morrendo de fome.

Fomos andando na direção que ele apontou e logo encontramos um lugar bem interessante: Claire's Corner Copia, um restaurante vegetariano, orgânico, kosher e sustentável. Ele tinham uma variedade enooorme de pratos orgânicos ótimos e hiper-elaborados - a preços mais que justos. Comi um prato de enchiladas, que estava excelente (não o prato, as enchiladas!)! Na hora de pagar (todos os pedidos são feitos no balcão, estilo fast-food, mas depos eles trazem a comida na mesa, estilo slow-food), vi que eles tinham gluten-free raspberry chocolate chip muffin - o que deixou a Mahlika super contente (ela, obviamente, comeu um!). Preferi um bolinho normal: ricotta raspberry cupcake. Na saída, não resisti e comprei mais dois gluten-free muffins para viagem: um para o Respectivo e mais um para a Mahlika.

Devidamente (muito bem!) alimentadas, fomos explorar a cidade e, particularmente, o campus: andamos pelo campus antigo e, com cara de estudantes, conseguimos sneak in algumas das áreas onde só alunos podem entrar. Aquela coisa: tem alguém saindo e segura a porta para você entrar, achando que você mora/estuda lá... você vai recusar a entrada? É claro que não! E como eu não tenho pudores acadêmicos, entrei por TODAS as portas abertas que vi pela frente. Fomos parar até dentro dos residence halls, inclusive na ala do dormitório de um dos reitores.

Estava meio frio, mas o sol foi saindo aos poucos e aí deu pra ver bem as cores do outono, que é mais bonito em áreas verdes que em cidades verticais. Entramos - óbvio! - na biblioteca e fomos andando por umas áreas históricas, perto do cemitério. Quando foi batendo a cansaço, vislumbrei uma Starbucks, onde tomei um soy chai logo depois de explorarmos a Atticus Bookstore and Cafe, ali ao lado.

Jantar antes de pegar o trem de volta... não pensamos duas vezes, voltamos ao Claire's Corner Copia, mas desta vez comi um curry masala - uma porção enorme, que me rendeu almoço na segunda-feira. Ready to go, hora de chamar um táxi e voltar para a estação de trem. Quase perdemos o trem que saía às 19h55 - e, aos domingos, os trens partem de hora em hora! - mas demos sorte, porque já estávamos esgotadas. Mais duas horas de viagem de volta... foi difícil... Mas a sorte não me falta com tanta frequência - e, como ela tem pisado na bola comigo recentemente, era chegada a hora da recompensa. Esse trem das 19h55 era expresso, portanto, ao invés de levar 2 horas, o trajeto levou apenas 1 hora e 25 minutos!

Às 21h20 estávamos de volta ao mundo real do Bronx... mas no fundo, "enquanto" (ugh!) campus o Rose Hill é mais bonito. Em nossa visita, a Mahlika e eu chegamos à mesma conclusão: campus-cidade é um conceito que só funciona na Inglaterra (vide Oxford e Cambridge). Não à toa, eu ainda acho que Princeton tem um campus bem mais bonito que Harvard ou Yale - apesar de ficar em New Jersey (aka o ralo do mundo)!

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