Wednesday, October 29, 2008

I was never young (or, the youth and future reflections)


Ontem, depois de um ano, quando eu peguei na estante as Meditações Cartesianas, que eu tinha que reler, percebi que tinha deixado um marcador de página dentro do livro. Fui ver qual era e me dei conta de que, na verdade, era o ingresso de um show a que eu fui ano passado: 13 de outubro de 2007.

Foi minha primeira (e única, por enquanto) ida ao Roseland Ballroom, clássico venue do grande álbum do Portishead. Mais um sábado de show solitário em NYC. Peguei o trem e fui até a região da Times Square. Cheguei lá relativamente cedo, para ver todas as bandas. A primeira foi a banda que é agora a-última-nova-super-banda-dos-últimos-dias, MGMT. Na época, nunca tinha ouvido falar nos caras (lembre-se de que isso foi há mais de um ano!), mas gostei bastante deles, em especial de uma música, que depois iria se tornar o grande hit dos últimos tempos, Time to Pretend.

Depois, foi a vez do Grand Buffet. Uma coisa meio hip hop, meio comédia, meio música de verdade (sim, porque hip hop não é, convenhamos!). Meio chato como música, meio engraçado como skit de comédia. Como diriam os estadunidenses, "meh".

Nesse tempo todo eu estava bem perto do palco, o Roseland (que é relativamente pequeno apesar de eles alegarem que a capacidade é para 3200 pessoas em pé) não estava tão cheio. Mas foi só a atração principal da noite, Of Montreal, subir ao palco que começaram a surgir pessoas do além. Pânico. Eu lá, do alto dos meus 1,60m, sendo praticamente esmagada. Tá legal, os caras são legais, o show é animado e tudo, mas eu era, provavelmente, uma das pessoas mais velhas no lugar. A média de idade devia ser uns 20 anos, no máximo.

Todo mundo aglomerado (esquema "montinho" às vezes), pulando, se mexendo desesperadamente, fumando maconha, os mais velhos comprando bebida para os que eram menores de 21, aquela coisa. E eu lá, tiazona...

Tem dessas: quando usam a música da banda (no caso, "Wraith Pinned to the Mist (And Other Games")) num comercial do Outback e outro, da T-Mobile (e até um da Nasdaq!), dá pra prever que "civilizado" é a última palavra que alguém vai usar pra descrever o show. De novo, "meh". Tá bom, o Kevin Barnes é um cara com um senso de humor legalzinho, e a idéia de voltar à psicodelia e nonsense no palco é legal e tudo... mas alguém já parou pra pensar que tudo tem limite? O show foi tanta informação visual que mal deu pra ouvir a música (por conta da confusão mental).

Confesso que depois do show me deu meio bode de ouvir Of Montreal, porque fiquei com a sensação de ser uma coisa meio para esse pessoal que nasceu nos anos 90. O que valeu a pena foi que minha primeira resolução na semana seguinte foi baixar o Oracular Spectacular do MGMT, que, como eu acabei descobrindo, não é excelente, mas vale a pena pelo hit de que eu falei acima e pela Electric Feel. Pois é. E agora, além de serem atração principal em show próprio (e serem mais conhecidos que o Of Montreal) eles também estão como fundo de comercial de TV (da HP, entre outros).

E eles fazem show hoje e amanhã aqui em NY - com ingressos esgotadíssimos há um tempão. Se eu vou? Na... This is SO last year!

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