Saturday, October 18, 2008

Keep the car running

Este blogue não saiu de férias. Este blogue estava fora do ar, a negócios. Terça-feira foi o dia de abandonar NY, atravessar o ralo da humanidade (aka New Jersey) e explorar a Pennsylvania, que é o estado cujo nome remete a florestas, i.e. um bom lugar para ver as folhas mudarem de cor no outono.

Ótima idéia, sim. Mas, novamente: o propósito da viagem era trabalho. Domingo passado, o Respectivo foi a White Plains buscar o carro que alugamos (não escolhemos o compacto - tipo "carro popular", porque a idéia era não economizar na bagagem!) para a semana e na terça-feira, depois da minha aula de Fenomenologia, ele, eu e o Das, o terceiro membro do nosso grupo, dirigimos as longas trezentas-e-oitenta-e-tantas milhas (620 Km) até Pittsburgh.

Longuíssima viagem. Saímos de NY às 16h20 e só chegamos em Pittsburgh às 23h00 - sem paradas para jantar. Levamos vários lanchinhos no carro e só paramos para banheiro. Ou seja, demora porque é longe mesmo. O Respectivo dirigiu a primeira parte do trajeto. Do meio pra frente (yay!) me diverti nas highways americanas - embora os limites de velocidade aqui sejam mais surreais que no Brasil: 65mph, ou seja, 105 Km/h em estradas ex-ce-len-tes! Como havia várias pseudo-obras, chegando em Pittsburgh, o limite era 90Km/h - um insulto maior ainda. Porém, aqui nos EUA tem sempre aquela história: se todo mundo estiver acima do limite, desde que você esteja no mesmo ritmo que os outros - e não ridiculamente estourando o limite - está tudo bem - o que nos permitiu manter uma média de 75mph (120Km/h) nos locais onde não havia trânsito ou obras.

(Tinha todo um problema envolvendo a possibilidade - ou não - de eu poder dirigir sem ter uma carteira de motorista americana. Mas eu descobri meio que uma brecha na lei que me permite dirigir à vontade com minha carteira de motorista do Brasil, desde que eu tenha comigo um versão em inglês - o propósito da minha carteira de habilitação internacional, que eu sempre carrego. Mas essa é outra história e deverá ser contada em outra ocasião - especialmente porque nenhum policial nos parou de qualquer forma.)

A nossa grande sorte, no entanto, é que a roommate do Respectivo nos emprestou o GPS dela, então, não precisamos nos desesperar tanto quando, chegando dentro de Pittsburgh, meio que nos perdemos em umas quebradas bem estranhas antes de acharmos o hotel: Marriott City Center.

Aquele alívio chegando no quarto: duas camas fofinhas. Só não tinha a geladeira de que iríamos precisar, mas com uma ligação rápida para a recepção o problema foi resolvido: mandaram um bellboy com uma geladeira e um microondas para nós. Nós três, exaustos, nem tivemos tempo para uma tentativa de pillow fight - já que estávamos em um hotel e tínhamos mil travesseiros à disposição. Deu tempo só de tirar as roupas de conferência (blazer, calça social etc.) das malas e desmaiar, porque o dia seguinte (quarta-feira) ia começar com um painel da Society for Ricoeur Studies às 10h30 na Duquesne University. Foi isso e boa noite.

O resto da viagem foi - obviamente - mais interessante. Mas vai em pequenos pedaços, para mais fácil digestão. Literalmente.

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