Monday, October 13, 2008

Manic Monday (or, the strange case of the magical bangles)

Feriado aqui nos EUA hoje. Columbus Day. Grandes liquidações... e eu em casa, estudando. O de sempre. Exceto pelo fato de que eu tinha que fazer minhas malas, porque vou abandonar o estado de NY por uns dias a partir de amanhã.

Pego minha duffle bag rosa para começar o processo. Coloco algumas roupas e, quando vou colocar os sapatos no compartimento lateral, dou de cara com algo inesperado: 13 pulseiras (estilo bangles, aquelas pulsirinhas fininhas indianas) lá dentro. Só que essas pulseiras não são minhas!!

Só usei essa bolsa uma vez, quando eu fui para a Flórida na Páscoa/Spring Break. Começo o trabalho de detetive: quem eram as mulheres que estavam lá na Flórida comigo na Páscoa? A mãe e a tia do Respectivo e a namorada do irmão dele. Pessoal, estamos falando da Páscoa: seis meses atrás!

Mensagem de texto surreal para a Mrs. O.:

Did you or any of the girls lose some bracelets in Florida at Easter? I'm packing and just found some bangles (not mine) in one of the lil' side pockets of my bag. Only time I used that bag was there. Wonder if they're yours.

Ela responde que não. Mensagem de texto para a namorada do irmão do Respectivo dizendo mais ou menos a mesma coisa. Ainda sem resposta. Mas as pulseiras não têm cara de que são dela. Nem da tia do Respectivo.

E como é que essas pulseiras foram parar aqui???

Vamos brincar de múltipla escolha:

a) Algum dos convidados (família do Respectivo) do almoço de Páscoa entrou no nosso quarto, abriu o guarda-roupa, abriu o tal compartimento externo da minha mala e, cheio de truqes, escondeu as pulseiras lá, em um teste à la A Princesa e a Ervilha (versão twisted).

b) Antes de eu comprar a bolsa no Target, alguém (Bronx person, no caso) foi lá e resolveu dar um presente inesperado ao sortudo comprador de uma bolsa Reebok que estava em liquidação.

c) Alguém (no caso, Bronx person) estava brincando de caça ao tesouro no supermercado (no caso, Target) e perdeu a noção (no caso, a que já lhe faltava) no meio da brincadeira.

d) A Mariana, minha antiga roommate que ficou no meu quarto durante o verão, pegou minha bolsa emprestada quando foi viajar a Washington, D.C. e esqueceu as pulseiras (no caso, dela) lá dentro.

Embora as provas me deixem inclinada a escolher a alternativa D - dado que eu sou ligeiramente (só um poquinho...) obsessivo-compulsiva e percebi que, quando eu voltei das férias, minha bolsa estava guardada dobrada de um jeito razoavelmente diferente do qual eu dobraria normalmente. É o mais provável, sim. Mas, considerando como as coisa geralmente funcionam no mundo de Aline, talvez eu deva considerar a alternativa C com mais seriedade.

E fica aqui mais um caso insolucionado, porque eu não tenho vocação pra detetive (se é que tenho alguma) e nada no meu peculiar mundo é tão elementar quanto deveria.

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