Wednesday, October 22, 2008

Sometimes in the Fall (or, city people in not-so-small a town)


17/10/2008, último dia inteiro em Pittsburgh (ufa!). O Respectivo e eu tiramos a manhã para descansar um pouco enquanto o Das foi assistir a algum painel sobre Foucault.

Lá pelas 11h decidimos que era hora de tomar vergonha na cara e ir assistir a algum painel da SPEP. Descemos até o lobby, subimos até o segundo andar e finalmente achamos o lugar onde toda a ação estava rolando. Só que aí encontramos um lugar onde estavam vendendo livros. Vamos dar uma olhada rápida. A olhada rápida durou meia hora e me rendeu um livro comprado com 80% de desconto e algumas edições gratuitas de revistas acadêmicas de fenomenologia. Aproveitei e fiz a função social, com um "oi" rápido para o Dr. Drummond.

Fomos para o painel que havíamos escolhido... ou não. Porque logo nos demos conta de que estávamos na sala de conferência errada. E viva! Mas pelo menos deu pra fazer uma pseudo-média com a Dr. Murphy. De lá, direto para a palestra principal do Dieter Lohmar (Universidade de Colônia) no Power Center Ballroom, de volta na Duquesne University. Interessante, mas não tão boa quanto eu esperava. Fome, saí no meio da sessão de perguntas (que já não estava lá gerando grandes frutos). Salada perto do hotel e voltamos, para assistir à apresentação do garoto nórdico que ganhou o prêmio de melhor trabalho de pós-graduando. Nhé. Mais ou menos...

Hora de diversão. Declaramos o fim da nossa participação na SPEP deste ano e fomos buscar o que fazer em um dia cinzento em Pittsburgh. Não pudemos evitar o óbvio por muito tempo. Fomos ao Duquesne Incline, uma espécie de bondinho-do-Pão-de-Açúcar que te leva a um lugar com uma bela vista da cidade. Seria o nosso grande ato turístico da viagem! Telefonamos para confirmar o endereço, digitamos no GPS e fomos...

Chegando lá: estranho. Onde fica a bilheteria pra comprar o tíquete para o bondinho? Nada. De repente, uma enxurrada de velhinhos chega. Depois de muito investigarmos, descobrimos que tínhamos dirigido diretamente ao topo da montanha - e não à base, de onde as pessoas normais pegam o bondinho. Pegar pra descer? Até parece, né! Nos contentamos em admirar (?) a vista, tirar umas fotos só pra provar que saímos de NY e logo fomos embora, fazer o que qualquer residente de NY faz quando sai da cidade: procurar um supermercado e encher o carro de produtos que podem ser comprados pela metade do preço.

K Mart. O que poderia ser considerado coisa de caipira é, ironicamente, coisa de nova-iorquino: viajar a outro estado para comprar produto de limpeza, abajur, toalha... e bananas (para a viagem de volta). Eba!

Hora da comida. Como a criatividade chegou e parou, depois de perguntarmos a um gentil hick de pittsburgh onde ele recomendava que jantássemos e ter ouvido "Olive Garden" como sugestão, resolvemos voltar à região onde tínhamos jantado no dia anterior e ir ao vizinho do tão estimado restaurante etíope da noite anterior. Este era um restaurante caribenho, Royal Caribbean. A comida, obviamente, não estava tão boa quanto a do etíope. Serviço lento, algumas coisas vieram erradas e tiveram que ser substituídas. As porções não eram gigantescas - ainda bem, porque rolava toda uma pimenta e (vejam que eu gosto MUITO de pimenta) depois de uma garfada do feijão preto que acompanhava meu jerk chicken, quase soltei fumacinha pelos ouvidos.

Foi interessante pela experiência. Longa experiência. Tudo demorou. Muito. Quando (final e congelantemente) voltamos ao hotel, já estava preparada para o coma. Decidi que ia fazer as malas na manhã seguinte. E boa noite.

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