Wednesday, February 25, 2009

Factory (or, there is a bug in my food)

"Tem um monte de arroz em volta desse mosquito!"
Pois é. Só que não deveria ter, mais ou menos igual à carne de porco crua nos meus waffles, lendária história que deu origem a este blógue. Explico.

Como eu não trabalho com pão, apesar de eu estar rodeada das melhores padarias de NYC, eu recorro aos rice cakes como alternativa. São mais leves, menos calóricos e têm indície glicêmico menor que pão etc. etc.  É, só que em um belo dia congelante de janeiro, quando eu dei a primeira mordida no rice cake percebi que na próxima mordida eu ganharia proteína extra: havia dois mosquitos (mortos, claro!) no meio do meu rice cake! YUCK!

Obviamente parei de comer na hora. E liguei para o serviço de atendimento ao consumidor da Quaker. Era domingo, e não havia atendimento naquele dia. Bummer! Guardei o meu lanchinho contaminado (às vezes eles pedem para a gente enivar pelo correio, para eles fazerem uma análise mais adequada do problema) e mandei um e-mail. Tudo bem.

No dia seguinte, só pra garantir, telefonei e fiz minha reclamação. O serviço de atendimento foi ótimo. Eles pediram descupas mil vezes (óbvio) e, depois de perguntar detalhes sobre lote, validade, status dos mosquitos etc., eles ficaram de me responder.

Menos de uma semana depois, recebo, em minha casa, uma carta da Quaker, acompanhada de US$ 12 em cupons para a compra de qualquer produto Quaker em qualquer loja (só como referência, o preço de um pacote de rice cakes da Quaker varia entre US$ 1,99 e US$ 2,99). 

Pois é crianças: aprendemos mais uma lição! Não podemos deixar essas coisas passarem batidas. Temos que reclamar, sim! (e, como vocês já devem ter notado, eu sou a rainha das reclamações)

Mas nada de desculpas de que eu só consegui resposta tão rápida e cupons etc. porque estou nos EUA. A gente mal sabe, mas todas as grandes corporações têm políticas similares, mesmo aí no Brasil. Se alguém passar por situação similar com a Nestlé, Sadia, entre outras, é só ligar pro SAC, que eles geralmente têm uma boa solução (embora em muitos casos eles peçam, sim, que você envie o produto para análise - para evitar fraudes, talvez... porque senão, tenho certeza de que no Brasil ia ter gente vivendo de bug welfare).


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