Friday, February 13, 2009

Legal Man

Bom, eu fiquei de escrever contando mais detalhes sobre minha quinta-feira à noite e, finalmente, aqui vão:

No final de janeiro, o departamento entregou convites para o "Natural Law Colloquium" a todos os alunos. O meu, no entanto, tinha um diferencial: foi posto na minha caixa de correspondência - com meu nome e endereço "oficial" (o dos outros alunos não vem com nome nem endereço). Aparentemente, alguém estava fazendo questão que eu fosse. O tema, "Dignidade Humana, Humilhação, e Tortura", apesar de estar mais relacionado a ética, até me atraiu. Fiz minha inscrição, mas com pouca convicção de que, de fato, iria à palestra.


Na quarta-feira à tarde, tive um reunião com o Dr. M. B., que é quem organiza o evento. Ele foi tão legal e me contou tanta coisa interessante sobre o palestrante - David J. Luban - que me convenceu na hora!

Na quinta-feira à noite, ainda sem muita convicção, fui ao anfiteatro da faculdade de direito. Chegando lá, não tinha tanta gente, mas logo as pessoas foram chegando, chegando... Pouco depois das 18h, a palestra começou. E eu me dei conta de que apesar de quase todos os meus professores estarem lá, não tinha nenhum aluno de filosofia na platéia, i.e. eu não conhecia mais ninguém ali que estivesse no mesmo patamar hierárquico.

Meu plano era sair correndo de lá e voltar para casa, para fugir do frio e dormir durante umas 9 horas, com tranquiliade. É, o úncio senão é que a palestra foi muito boa! O Luban foi fenomenal e, mesmo tratando de ética - e eu abertamente não tenho nenhum respeito por eticistas, porque considero estes os maiores exemplos de comportamento hipócrita - ele conseguiu tocar questões metafisicas fundamentais e me convencer a esperar a sessão de perguntas e respostas antes de fugir.

Pouco depois das 20h. a palestra foi oficialmente encerrada e as pessoas foram indo para a recepção, no lobby. Aquela era minha oportunidade de sair de fininho... só que o Dr. M. B. me viu ali, a única pobre aluna de filosofia que resolveu dedicar 2 horas de seu dia a ouvir um cara que é considerando o "novo Charles Taylor" (!!!!), resolveu me convidar para participar do jantar de honra que seria depois da recepção. Obviamente, aceitei.

Depois da recepção, quando ainda tive umas conversas interessantes com o Dr. A. H., Dr. S. H. e sua esposa, Dr. D. B. e Dr. W. E. J., fomos todos ao quarto andar da faculdade de direito, onde estava armado um jantar formal, para mais ou menos 30 pessoas. Presentes: Dr. Luban (claro!), todos os citados professores de filosofia e mais alguns (Dr. C. G., Dr. B. J. e Dr. J. D.), professores das faculdades de Direito, Teologia e Psicologia... e eu!
É claro que eu vou comentar o jantar: salada básica de entrada; prato principal foi frango com um tipo de gravy, purê de batatas e brócolis e couve-flor grelhados; sobremesa: um doce tipo tiramisú, mas sem café - era uma espécie de mousse de chocolate com um plus.

As discussões que continuaram durante o jantar foram interessantíssimas e pudemos ouvir diversos pontos de vistas de pessoas que trabalham com a ONU, prisioneiros de Guantánamo Bay e Al Ghraib etc.

O jantar só foi oficialmente encerrado por volta das 22h20. E aí, meu objetivo era correr para pegar a van da faculdade de volta para casa às 22h30. Consegui sair da sala onde o jantar tinha rolado às 22h24. Basicamente, eu teria que pegar o elevador de volta para o térreo, dar a volta em torno da faculdade de direito e andar 2 quarteirões ao norte para pegar a van. O Dr. B. J., que é um dos professores mais bonzinhos do mundo e pegou o elevador comigo, ficou extrememente preocupado com o meu horário e ofereceu me mostrar um atalho, para eu não ter que dar toda a volta. Vambora!

Cena de comédia B: eu e um professor de filosofia às 22h25 correndo contra o tempo pelos porões e passagens secretas da faculdade de direito para eu poder... pegar minha van a tempo (pobre é uma merda, eu sei...). Valeu a pena, porque eu consegui (yay!).

Cheguei em casa mais ou menos às 23h10, pronta para desmaiar, afinal, cheguei em casa mais de 3 horas depois do planejado. Mas essas 3 horas realmente valeram cada minuto de cansaço acumulado no dia seguinte!

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