Wednesday, April 29, 2009

Staring at the sun (or, big city girl and small town boy in an imaginary place)


Depois de um inverno eterno, sábado passado (25/04/2009) o tempo deu uma trégua e fez sol aqui em NY. Virei barata e fui com o Respectivo ao Central Park tomar sol à tarde. Depois de algumas horas deitados (de roupa: jeans, camiseta, tal) no gramado, bateu a fome. Bora procurar um restaurante. Como estávamos lá pelo Upper West Side, saímos pelo portão da W72nd.

Como já disse algumas vezes aqui, o Upper West Side é um lugar meio ruim pra comer: tem muitos (MUITOS!) restaurantes bons, fato. Só que são todos caríííssimos (e vida de estudante é uma merda, né?!). E aí, no Upper West Side também tem uns restaurantes não muito bons - e igualmente caros. Pois é, o real dilema do onívoro pra mim é esse: pagar muito para comer comida ruim ou gastar uma quantidade de dinheiro muito além do meu orçamento e comer bem? Nenhuma resposta satisfaz (daí o dilema, duh!).

Pois, mais uma vez fomos explorar o Upper West Side em busca do restaurante ideal: bom e barato. Depois de muito andarmos na região do Lincoln Center, encontramos um restaurante japonês simpático. Aí, a questão era: ir ou não ao cinema depois?

Fomos ao cinema ali na altura da W68th ver o que estava passando. Nada de bom. Quando est[avamos saindo, fomos abordados por uma pessoa com papéis na mão oferecendo ingressos grátis para um filme. Como boa paulistana, tenho algums regras para a vida urbana. Duas delas são: (1) não pare para ouvir o que pessoas com papéis na mão, em grandes avenids, têm a dizer; (2) não caia no conto do grátis: em cidades grandes, não existe NADA grátis.

Então, óbvio, não parei. Mas o Respectivo, que passou a maior parte da vida morando em cidades com menos de 2 milhões de habitantes, na maior ingenuidade, parou. - Ai, Jesus! Lá vem...

Tá bom, meu ceticismo urbano me fez enfiar a viola no saco. Depois de tentar me livrar do cara, descobri que ele estava caçando cinéfilos para assistir a um pre-screening, grátis, do filme The Road, adaptação do livro homônimo do Cormac McCarthy. Pois é, na terça-feira seguinte seríamos convidados VIP para assistir à versão ainda não editada do filme e fazer a avaliação dele. Continuei cética, mas resolvi pagar pra ver. Coisas que só gente de cidade pequena consegue em cidade grande...

(Ah, e o restaurante japonês era bem barato e a comida era bem razoável. Fica bem ao lado do Nanoosh, um humus bar completamente overrated. Se eu não me engano, foi o Dan Tempura House. Os suhis estavam bem competentes e, de sobremesa, comi green tea brûlée, que é, basicamente, um[a] crème brûlée, só que de chá verde. Muito bom.)

TO BE CONTINUED...

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