Sunday, May 10, 2009

I love to move in here

Ontem foi dia de mudança. Já estava com tudo encaixotado e o Respectivo já tinha ligado pro caminhãzinho de mudança e agendado tudo. A primeira parada seria sábado, 09 de maio de 2009, às 14h, na casa de um amigo filipino e uma amiga sérvia que, por estarem indo embora dos EUA nos venderam montões de móveis.

É, só que nossa mudança foi no Bronx, ou seja, tinha que rolar alguma coisa de muito bizarra no meio.

Às 14h, chegamos lá na casa deles. Nada de caminhão de mudança. O Respectivo liga pro cara. O cara avisa que vai atrasar uma meia hora. Beleza, então vamos ir trazendo os móveis para o térreo, porque aí, quando o caminhão chegar, é só enfiar tudo dentro.

E descemos três andares (três!) de escada (escada!! - e, pior, daquelas escadinhas estreitinhas) carregando sofá, cômoda, cadeira, luminária, microondas, mesinha, banquinho e por aí vai. O sofá (futon) quase não passou pela escada. Tragédia.

Bom, e lá estávamos nós, às 15h, com tudo na calçada (sim, na rua!). E nada do cara da mudança. O Respectivo telefona DE NOVO. O cara diz que não vai poder ir (!!), mas que vai mandar outro cara no lugar. Era para a gente esperar mais uma meia hora. E aí, é claro, começa a armar chuva - e a gente com os móveis no meio da rua. (Oi, Murphy, há quanto tempo...!)

Para agilizar as coisas, enquanto o Respectivo vigia aqueles móveis, eu vou ao meu apartamento, que ficava há dois quarteirões de lá, e já começo a descer as minhas coisas. Mais caixas e caixas (e alguns móveis pequenos) - mas aí era só um andar.

Sorte é que a chuva estava só armada. Não caiu. Porque os caras chegaram para fazer a mudança às 16h, ou seja, duas horas depois do horário combinado! E a mudança tinha que acabar no máximo até as 17h, porque tínhamos um potencial sub-locatário que ia visitar o apartamento às 17h. E viva!

Terceira parada, a casa do Respectivo - e aí entra cama, estante, escrivaninha etc.

Chegamos no apartamento novo lá pelas 18h. A sorte é que o tal sub-locatário ligou avisando que ia atrasar um pouco. Abro a porta do apartamento e dou de cara com 2 caras estendidos no meio da cozinha. Um com a cara enfiada debaixo da pia, e outro com a cara enfiada dentro da máquina de lavar louça. É porque no dia anterior eu tinha reparado que tinha alguma coisa no encanamento que não estava rolando, e liguei pra reclamar. E é lógico que os caras iam estar lá naquela hora, junto com os caras da mudança. E, porque desgraça pouca é bobagem, no meio dessa confusão chega o sublocatário com mais dois amigos, para ver se ia ficar ou não com o apartamento durante o verão (já que o Respectivo e eu iríamos passar 3 meses fora).

O processo de mudança acabou lá pelas 20h. Até o Respectivo e eu tirarmos as coisas de sobrevivência básica de algumas caixas e jantarmos, a coisa se esticou até as 22h30. E o detalhe, no dia seguinte às 7h da manhã, mamãe e titia estariam batendo à porta, recém-chegadas do aeroporto. Maravilha!

Mas como estudantes pobres sempre têm algum consolo, pelo menos, com a confusão toda, batemos boca com o cara da mudança e pagamos bem menos que o combinado. E, a essas alturas da economia americana, qualquer "cincão" é dinheiro.

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