Friday, October 30, 2009

When there's nothing else to burn, you set yourself on fire

Esse blog estava em coma. O que o faria ressucitar? Meu verao ocupado, viajado, atribulado? Meu novo emprego, atribuladissimo? O show do Snow Patrol, que foi bom de doer? Minha espetacular viagem ao Mexico, no dia seguinte? Ter ido ao New Yorker Festival e participado da sessao com o George Saunders e o Gary Shteyngart? Nao. Nenhum desses teve forca suficiente. Faltava alguma coisa (porque eu me alimento de alegria estetica).

Ontem de manha, fui buscar um pacote no correio (meu carteiro e' uma pessoa do mal e raramente entrega pacotes). Abri, olhei para o livro recem-lancado, recem-chegado e li. Li sem parar. E resolvi ressucitar o blog, mesmo sem acento, de um computador que nao e' o meu pessoal, so' para reproduzir uma passagem:

[conversa de avo' com neto sobre como ela sobreviveu ao Holocausto fugindo dos nazistas - e quase morreu de fome, se alimentando ate' de lixo]

"The worst it got was near the end. A lot of people died right at the end, and I didn't know if I could make it another day. A farmer, a Russian, God bless him, he saw my condition, and he went into his house and came out with a piece of meat for me."

"He saved your life."

"I didn't eat it."

"You didn't eat it?"

"It was pork. I wouldn't eat pork."

"Why?"

"What do you mean why?"

"What, because it wasn't kosher?"

"Of course."

"But not even to save your life?"

"If nothing matters, there's nothing to save."


E'. Tem livros que envergonham todo o resto da literatura (e ressuciatm blogs). Leiam Eating Animals, de Jonathan Safran Foer - agora!
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