Thursday, January 28, 2010

(Not such) A perfect day for bananafish (or, death of a shade of a hue)

Pois é. Foi-se Salinger. Foi ontem, mas, que nem nos tempos de jornal de papel, a notícia veio com atraso. Agora, todos voltam a ler o Catcher in the Rye, tal. Que é daqueles livros que eu meio que tenho medo de reler, porque vai que não é de fato tão bom quanto eu achava que era quando li pela primeira vez, aos 16 anos. Era verão em Montréal, tal. Foi um bom verão.

Depois desse verão vieram, nessa ordem, Raise High the Roof Beam, Carpenters and Seymour: an introduction, Franny and Zooey, e Nine Stories. O primeiro desses aí, definitivamente um Salinger maior.

Salinger não morreu com o glamour de Seymour. Salinger não fazia parte da família Glass. Se eu pudesse escolher uma família fictícia, a família Glass ficaria no Top 5, junto com os Tenenbaums, e outros.

Mas desgraça pouca é bobagem. Salinger não curtia publicidade (pelo menos não depois de velho) e esse post não é pra falar sobre o quanto eu li e lastimo a morte dele. Fato é: por mais que esperássemos outro Catcher in the Rye, não vai acontecer tão cedo, por conta de mudanças sociais e culturais e (insira aqui qualquer comentário genérico que você aprendeu no primeiro ano da faculdade de letras e que se aplica a qualquer porcaria que você faz na vida).

Pois é, criançada. Agora vamos ver quantas buscas no Google pelas keywords "Salinger pork catcher eggos" vão aparecer por aqui. Ha! E você achando que eu ia escrever um epitáfio poético! Quanta ingenuidade! Não leu Catcher in the Rye, não?!

Thursday, January 21, 2010

Young old age (or, ode to divorce)

Você sabe que está ficando velho (ou que está num país com expectativas e estatísticas sociológicas bem esquisitas) quando um dos seus amigos, que tem exatamente a mesma idade que você (i.e. 26 anos, no momento), começa uma frase:

"O namorado da minha ex-mulher..."

Notem que a mulher não apenas é ex, mas tem um namorado, o que empurra o timeline do problema para pelo menos uns meses atrás. E esse é só um exemplo. Está longe de ser caso único. Ah, a América! Esse país onde as pessoas tem essa estranha mania de casar assim que se terminam a faculdade! Porque é para isso que mamãe e papai pagam uma média de US$ 35mil doletas por ano (para as faculdades mais baratas, tal). Para galerinha poder acasalar. Ainda bem que agora tem internet, que é bem mais barato, né?


Adendo, de 24 de janeiro de 2010: Pra piorar a situação, acabei de ficar sabendo pelo Athos que tem uns cisnes se divorciando na Inglaterra (anglicanos progressistas!). Coitados... Sem polegares opositores, eles ficam sem saída. Afinal, como é que os cisnes vão poder procurar novos parceiros na internet???

Friday, January 1, 2010

Happy New Year (or, simply without)

Não, pessoal. Eu não trabalho com resoluções de ano novo. Não fiz nenhuma. Nem aquela clássica de pôr o blógue em dia (a quem quero enganar???). Mas, enfim. Tem um site genial por aí chamado Garfield minus Garfield, cujo nome é auto-explicativo (faz um esforcinho, vai!). é. É genial, sim. Porque Garfield sem o Garfiled é quase tão existencial quanto Charlie Brown.


Feliz ano novo para os seres dotados de paciência e esperança, esses mitos da vida mudéérna.
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