Saturday, February 13, 2010

I don't know much about Cinco de Mayo, I'm never sure what it's all about

Finalmente, a conclusão da novela mexicana (e o desfecho que explica como essa série de contos foi iniciada sob o pretexto da minha recente perseguição pelas testemunhas de Jeová em NY):

Depois de sobreviver ao caos respiratório da minha noite mal dormida, fui me aventurar a explorar o Templo Maior, que fica a poucos quarteirões do albergue. É lógico que eu tive que dar uma volta surreal, porque o centro da cidade estava bloqueado por conta da Maratona Internacional da Cidade do México.

Fora isso, as ruínas valeram a pena, apesar de não chegarem perto dos lugares com mais área preservada, como Chichen Itza (onde estive há uns 15 anos).

Depois, dei mais uma andada, fui almoçar na Casa de los Azulejos. No caminho de volta para o hotel, para juntar minhas coisas e ir pro aeroporto, dois acontecimentos inusitados:

1) Estou andando tranquilamente pela Av. Cinco de Mayo quando ouço gritos: "Aline! Aline!". Minha reação foi: "WTF? Tipo... estou na Cidade do México! Não conheço ninguém aqui... acho."

Quando olho, vejo que são três dos fenomenólogos que estavam em Morélia, na conferência. Como conseguimos nos esabrrar, sem nada combinado, no meio de uma cidade gigantesca, com dezenas de milhões de habitantes ainda é meio que um mistério. Mas a coisa fica mais Twilight Zone.

2) Confraternizamos, tiramos uma foto e eu segui em direção ao albergue. Até que, novamente, alguém me pára na rua:
"Excusez-moi, mademoiselle. Parlez-vous français?"
Achei que fossem turistas perdidos, em perigo. Parei e dei atenção (ingenuidade...):
"Oui."
"Êtes-vous française?"
"Non, j'uis brésilienne."
"Ben, oui? Brésil, eh? Très bien! Et vous êtes ici en vacances ou...?"
"Oui... j'crois qu'on peut l'dire."
"Avez -vous une minute?"
"Beh, pas vraiment. J'dois être à l'aéroport dans une heure, donc..."
"Bien, pas de problème. Je vous donne ce magasin, et vous pouvez le lire et le montrez à des amis."
"Oui, bien sûr. Merci."

Querem saber qual a revista que me deram? Tour de Garde, aka Watchtower, aka a revistinha das Testemunhas de Jeová. Pois é. Eles conseguiram me encontrar até na Cidade do México. Em francês (depois, eles me contaram que eram missionários vindos da África, da Guiné Francesa, se não me engano). Porque não é suficiente eles me perseguirem em NY.

Se isso não é uma conspiração internacional, então não sei o que é.

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