Monday, February 8, 2010

I had a match, but she had a lighter

A viagem de ônibus, no fim das contas, foi excelente. Até que o ônibus chegou na rodoviária de Morélia. Parecia que eu tinha acabado de chegar no meio de uma favela - e estava preste a anoitecer. Eram mais ou menos 18h30 quando cheguei. Medo.

Peguei um táxi para ir até o centro histórico, onde tinha feito reserva para me hospedar no hotel-sede da conferência, Hotel Alameda. Depois de meia hora de trânsito infernal (e uma paisagem pouco animadora), o táxi me deixa em frente ao hotel. O custo do trajeto de meia hora (!)? 30 pesos. Isto ~e, algo em torno de US$ 2,80 (!!!). Bom, pelo menos isso.

Fiz o check-in no hotel e, antes de ir à palestra da noite, que começaria às 20h00, fui tomar uma banho e dar uma volta pela praça central. O hotel em que fiquei, quatro estrelas, era sensacional, com a melhor localização possível. E me deram um dos melhores quartos. Olhei pela janela e vi isso aqui, ó:



Pois isso é Morélia à noite. Isso e muito mais. A cidade me surpreendeu completamente. Está agora na minha lista dos lugares mais bonitos do mundo. E ainda faltava eu explorar mais à luz do dia. Bom, me mandei para a palestra da Natalie Depraz (que é a fenomenóloga mais simpática do mundo!) na biblioteca pública (que é um dos prédios mais bonitos ever) e depois fui jantar no Los Mirasoles. Achei a comida meio overrated, mas o local, como parece ser padrão em Morélia, era surrealmente bonito. Dei uma passeada pela rua, para apreciar as festas locais (estava tendo uma espécie de quermesse há um quarteirão do hotel, com várias comidinhas com cara boa), mas depois não aguentei e cedi ao sono. No dia seguinte, tinha que acordar cedinho, para tomar café da manhã e ir para o campus da Universidad Michoacana apresentar minha comunicação. Maior sono. Acordei longe do melhor humor do mundo, ainda meio apodrecida pelo fuso de 3 horas. Aí olhei pela janela:


É. Foi o suficiente.

Desci para o café da manhã, comi diversas variedades de preparação de milho (aparentemente não se come outra coisa no México) e peguei o ônibus dos filósofos felizes (um fretado, arranjado para levar os gringos para o campus, que ficava na região lama da cidade) para ir dogmatizar sobre metafísica e epistemologia. Ah, a vida acadêmica!

O bottom line desse post é que Morélia é uma cidade espetacular. De verdade. E olha que eu sou o tipo de pessoa que acha Paris "deveras agradável, mas só".

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