Monday, April 26, 2010

Very loud (or, wear the clothes your friends do)

Já comentei minhas paranóias em relação a "alimentos éticos" por aqui; agora é hora de expandir sobre a obsessão.

Como eu disse, não trabalho com boizinho e porquinho espancado. Nem com salmão piolhento deformado. Aí, a pessoa tem que ir ao Whole Foods e gastar todo seu pobre dinheiro para comer. É, só que vivendo de bolsa de estudo, nem se eu, de fato, gastasse todo o dinheiro que ganho, não conseguiria comprar comida para o mês no Whole Foods.

Mas tem solução: Trader Joe's. Vou lá uma vez por semana para me abastecer do proteína sem crueldade e outras coisas, como grãos não geneticamente modificados. Porque, olha, milho transgênico é um negócio muito do mal (mas essa é outras história, que deverá ser contada em outra ocasião - ou buscada no Google).

E o Trader Joe's é legal. O pessoal que trabalha lá é legal. As coisas têm preços razoáveis, e todas essas coisas bonitas. Mas é lotado. Raramente se passa menos de 40 minutos na fila. Mas, sei lá, acho que vale a pena assim mesmo.

Mas, como o Trader Joe's é um mercado alterna, sempre tem aquele pessoal bem alterna. Não só os hipsters do Brooklyn com seus jeans impossivelmente apertados e chapéus esdrúxulos, mas tem também a galera com síndrome de Woodstock: aquele pessoal já meio velho demais pra ser hipster, mas que tem uma alma incorrigivelmente alterna. E aí tem as pessoas que são assim e vão além. Muito além.

Tipo essa pessoa, vestida de tie-dye dos pés à cabeça (literalmente!). O que vocês não vêem na foto é que o rosto dela também estava pintado - com tinta fluorescente! Em padrões tie-dye. Muito sério isso.

Mas o fato de que eu faço compras cercada de gente desse tipo provavelmente diz mais sobre mim do que sobre essas pessoas... Oops!


(foto tirada com meu pobre Blackberry™)

Sunday, April 25, 2010

Meat is murder (or, not!)

Sexta-feira, como previsto, foi um dia looooongo. Como o Respectivo bem notou, acho que foi o único dia que eu passei em NY em que eu tomei café da manhã, almocei e jantei fora de casa. Para ser mais exata, saí de casa às 8h30 da manhã e só voltei às 22h30!

Primeiro, negócios. Tomei café da manhã na Union Sq., porque tive uma reunião na 5a. Avenida, lá perto. Depois, pausa para um pouco de trabalho (pseudo)intelectual na Starbucks antes de ir para o SoHo para um "almoço de negócios" - no Aquagrill, onde eu comi uma salada divina, temperada com azeite trufado e com um filé de mahi mahi (dourado do mar). Espetacular.

De lá, metrô para o Bronx, para ir para minha aula. Saindo da aula, encontrei S. e mais duas meninas que estudam comigo e fomos para o Upper East Side, jantar em um resturante orgânico/vegan. A idéia (que vai continuar com acento até eu superar o trauma) era ir ao Candle 79, mas, como o restaurante estava über-lotado, fomos à sua versão menor, o Candle Café, na 3rd Ave., entre a 74 e a 75.

Apesar de já ter ido a restaurantes vegetarianos, tanto no Brasil quanto por aqui, nunca tinha ido a um restaurante vegan. Não sou vegetariana e, na verdade, sou bem eclética nos meus gostos culinários, como alguns já devem ter percebido. Mas tem uma coisa: não trabalho com proteína não ética. Isso significa que eu não trabalho com frango empilhado (ou nenhum tipo de frango, na verdade), ou vaquinha e porquinho espancado. Compro carnes orgânicas, de bichinos alimentados com grama em vez de ração, sem hormônios, e com certificados anti-crueldade. Aves, de jeito nenhum. Frango e peru são coisas que eu não gosto nem de ver. Odeio tanto que, se tenho que mudar as coisas de lugar na geladeira ou no freezer e o frango do Respectivo está no meio do caminho, me armo com máscara e luvas de vinil antes de sequer tocar na embalagem do frango. Sério. Pode parecer obsessão, mas frango causa um sem-número de doenças, especialmente em quem não foi criado comendo frango (meu caso). Mas, enfim, tem muito mais coisa sobre isso por aí no mundo (vá ler Eating Animals, por exemplo - que, além de tudo, é um livro bonito).

De volta ao meu jantar. Como nós quatro chegamos ao restaurante quase uma hora antes do horário para que tínhamos feito a reserva, esperamos no bar. Detalhe: o bar é um bar de sucos e vitaminas (smoothies). Tomei um suco chamado carrot apple snap, uma mistura de cenoura, maçã e gengibre. Uma delícia, mas merecia uma pedrinhas de gelo.

Logo que sentamos, mortas de fome que estávamos, pedimos uma entrada, a quesadilla. Qusadilla tem queijo, né? E o restaurante é vegan. E aí, comofas? Bom, vamos à descrição do prato: tortilla de trigo integral, com purê de feijão, legumes grelhados e queijo de tapioca. Com salsa e guacamole. Tá, a descrição pode parecer meio estranha, mas é uma das coisas mais gostosas que eu já comi. Prometo.

O meu prato principal foi o Jamaican wrap, especial do dia. Um wrap recheado com basmati amarelo, feijão, tofu defumando e batata doce. Estava muito bom, mas a batata doce era aquela batata doce americana, bem cor de abóbora. E, bem um dos poucos legumes com que eu não trabalho é abóbora. Olhar a batata doce daquela cor foi me dando naúsea. E, além de tudo, a batata doce estava temperada com alguma coisa que não agradou meu paladar. Tive que deixar essa parte de lado e comer a parte do tofu, arroz, tal.

É, o prato principal me desapontou um pouco. O tofu defumado estava ótimo, mas a batata doce estragou o prato. As porções são enormes, e eu tive que trazer meio wrap de volta para casa (almoço de sábado). O serviço também deixa um pouco a desejar. Embora o maître e as garçonetes tenham sido mega atenciosos, dois dos nossos pratos ficaram prontos muito antes que os outros dois. Eu e S. ficamos olhando para os nossos pratos (e, quando começamos a comer, eles estavam ligeiramente frios) enquanto o prato das outras duas não chegava... e esperamos uns bons cinco minutos! Esse é o tipo de falha que eu geralmente não tolero em um restaurante. Até perdôo (o trauma da reforma ortográfica persiste) a batata doce, mas o timing é uma das coisas que estragam minha refeição.

Mas foi bom assim mesmo. Agora nós vamos tentar explorar outras opções vegan por aqui (S. e as outras duas meninas são vegetarianas/vegan). Vamos ver no que dá. Eu super topo explorar culinária vegetariana boa - mas eu como meu linguado ou lombinho no dia seguinte, sem dúvida.

Wednesday, April 21, 2010

The Life Pursuit (or, an everlasting week)

Na quinta-feira passada, eu previa que essa semana seria infernal. Eu sabia. Na segunda-feira, assim que acabei de tomar café da manhã, me perguntei se a semana ia acabar logo. E ela mal tinha começado. Coisa boa não viria.

Tudo começou na sexta-feira, quando, no final da tarde, eu fui a uma palestra de um workshop legal que estava rolando na faculdade. Como eu tinha recentemente lido os manuscritos do pessoal que ia apresentar os trabalhos, parecia fazer sentido ir ao evento. Além disso, quem estava organizando a coisa era um professor meu. Ele encorajou os alunos (somos 7, no total) a ir assistir às palestras e depois ir jantar com os palestrantes em um restaurante grego no Upper West Side, Kefi.

O jantar foi pouco interessante, porque o objectivo era que nós conhecêssemos os palestrantes e discutíssemos os manuscritos (a que tivemos acesso privilegiado) com eles. Só que o pessoalzinho (os alunos, no caso), não entendeu a brincadeira. No final das contas, quase todos os alunos (incluindo eu) ficamos sentados em uma mesa, enquanto os palestrantes sentaram-se na outra. Ou seja, tive que ficar tendo conversas de elevador com pessoas muito pouco interessantes. Gênio. A coisa começou bem. O ponto alto da noite foi o vinho. Tomamos uma garrafa de Domain Mercouri (safra 2005), um vinho grego com notas bem fortes de cassis.

Sábado não foi tão diferente. Exceto pelo fato de que não teve jantar - nem vinho. Palestras o dia inteiro. E cheguei em casa morta de cansaço.

Domingo foi meu dia "de folga", o que significa que eu fiquei trabalhando (em casa) praticamente o dia inteiro. Pelo menos o dia me rendeu progresso considerável em um artigo que comecei a escrever recentemente.

Aí chegou a segunda-feira. De volta a Manhattan. Dessa vez, outro evento. O evento mesmo seria só na terça. Mas na segunda à noite teve o jantar de abertura para convidados (organizadores, palestrantes, benfeitores da faculdade... e eu). Foi um jantar super formal - e eu era a única "civil" em uma mesa com banqueiros e membros de alto calão da agência americana de proteção ambiental. Claro que fiquei super à vontade. E dessa vez, o vinho era só razoável.

Cheguei em casa (depois daquela meia hora deliciosa no metrô) lá pelas 22h30. Aí, quando deito na cama... o maior cheiro de gás do mundo! Já tivemos uma outra situação com gás aqui no meu apartamento (outra história, e deverá ser contada em outra ocasião), então, deu um pouco de pavor.

Abrimos a janela, fechamos a posta do quarto, colocamos uma toalha na fresta no chão e fomos dormir no outro quarto. Depois dessa comoção toda, obviamente não dormi muito bem.

Mas na terça-feira, tinha que acordar às 7h30 para poder voltar ao Upper West Side para o tal evento. Delícia. 8h15 em ponto pego o metrô, depois de me permitir chegar ligeiramente atrasada, às 8h40. Passada rápida na Starbucks para um chá (vanilla rooibos) e bora ver o que o pessoal da agência de proteção ambiental tem a dizer. Tá, só aguentei até a hora do almoço. Peguei o metrô de volta. Passei em casa rapidinho e fui para o meu escritório - a minha uma hora preferida do dia (sem ironia nenhuma - sad but true). E lá fui eu para minha aula de bioética, discutir terapia genética (minha genuda parte preferida do dia, porque os debatedores deixam um pouco a desejar). Aí, cheguei em casa lá pelas 20h30, achando que o dia tinha, finalmente, acabado. Quanta ingenuidade! Ainda recebi uma ligação über importante, que deixou o resto da minha semana ligeiramente mais atarefada. E viva!

Previsão para o resto da semana: quarta-feira à tarde, Union Square; à noite, apresentação na inauguração da nova série de eventos que (hopefully) vou conseguir promover com mair regularidade a partir de setembro; quinta-feira: aula seguida de reunião, seguida de ação visual/trabalho de divulgação de outro mega-evento (detalhes em um futuro próximo); sexta-feira: reunião em Manhattan (Soho), escritório, aula.

Acho que já perguntei isso, mas... quando é que essa semana acaba, mesmo?

Sunday, April 18, 2010

Through the side streets and the alleyway (or, Harlem)

E só para acabar com essa fantasia que as pessoas têm (se é que elas ainda têm alguma fantasia desse tipo depois de ler alguns dos meus posts mau-humorados) de que morar em NY é essa coisa tão 'glamour':

Três anos morando no Bronx e, apesar das estatísticas apontarem para possibilidades catastróficas, nunca me aconteceu nada de violento por aqui, exceto quando as pessoas me irritam e eu ameaço atacá-las.

Mas aí o Harlem aconteceu. Todo mundo fala que o Harlem é legal, que é o novo hype e tal. Principalmente desde que o Bill Clinton instalou seu escritório lá. É, mas a coisa não é bem assim.

Voltando da minha ótima (embora congelada) viagem a Chicago, peguei o ônibus M60 do La Guardia até a 125th St./Harlem, de onde eu tomaria o trem para a faculdade, onde tinha que estar, prontamente, às 17h15. Do ponto do ônibus até a estação de trem é mais ou menos meio quarteirão. Pertinho mesmo. E eu só tinha uma malinha de mão, portanto, o trajeto seria tranquilo, certo? Seria, se não fosse a chuva torrencial que caía na hora em que eu saltei do ônibus. Mas tudo bem. Simplesmente me conformei com o fato de que eu ia chegar pingando, congelando. E vambora!

Fui andando, passei em frente a uma deli, ao Popeye's e - bam! - levei uma cotovelada master no braço! E, olha, tem muita coisa que eu não sei na vida, mas isso eu sei: foi de propósito. O cara passou, me deu uma cotovelada-monstro à la jogo de futebol americano, e continuou andando, como se nada tivesse acontecido!

É claro que eu xinguei de volta. Muito.

Aí, chegando na estação de trem, tinha um posto da polícia. Entrei lá só para deixar o recado: "Então, pessoal, eu sei que está quentinho e seco aqui dentro - e que lá fora está frio e molhado - mas, sabe... tem um pessoal aí fora dando socos gratuitos nas pessoas, tal. Eu sei que vocês são policiais e que devem ter outras coisas hiper importantes para fazer (tipo jogar gamão - que eu pensei, mas não falei), mas tem violência aí na rua, tal."

Bom, como a polícia é americana, não a PM do Rio, eles ofereceram me levar ao hospital, me dar água, e o escambau. Obrigada, mas não é para tanto... Está certo que não foi culpa da polícia, mas rolou um momento descontrole por conta, talvez, de eu estar ensopada e carregando uma mala!

No final das contas, o policial me disse que aquela região é assim mesmo (como se eu não soubesse!) e tem vários casos de coisas do tipo porque tem uma clínica para recuperação de viciados em metadona ali ao lado, e vez ou outra sai um de lá com crise de abstinência. ("Ah, então tudo bem, né?!")

Mas esse cara que resolveu brincar de futebol americano comigo não estava com a menor pinta de viciado em metadona (sem estereotipar, mas acho que eu saberia distinguir um cidadão pseudo-inocente de um viciado em metadona!). Acho que era só o costumeiro New York way: para lembrar que a gente voltou para "casa".

Thank you, New York! Surely feels like home.

Thursday, April 15, 2010

Thursday doesn't even start

Para aqueles que ainda não entenderam o conceito "pork on my eggos", vou explicá-lo com um exemplo (já que não sei desenhar...):

Hoje, eu acordei às 7h50 da manhã, logo antes de o alarme tocar (às 8h00), para poder ler uns textos pra pior aula que um ser humano pode ter na vida. Dormi muito, muito mal, porque o Respectivo estava com insônia e ficou vagando pelo apartamento, o que causou que meu sono fosse interrompido a cada uma hora e meia, no máximo, com barulho de gaveta abrindo, gaveta fechando, passos, maçaneta abrindo, maçaneta fechando, etc. Acho que deu pra entender.

Acordar logo antes do despertador é um negócio meio brutal para começar o dia, mas resolvi não estressar.

Aí, queria ir ao banheiro, né? Aquela coisa, você acabou de acordar, tal... Só que o Respectivo estava tomando seu banho de meia hora. Ok, força pra esperar.

Finalmente, viva!, pude ir ao banheiro - para só aí descobrir, na hora de dar a descarga, que o vaso sanitário estava entupido, ou estressadinho, sei lá. Até aí, tudo bem. Saquei o desentupidor para resolver o processo. E nada.

Quarenta minutos depois (tendo já sida derrotada a minha idéia de acordar mais cedo para ler), eu me ensopei de água contaminada de micróbios e finalmente desentupi o raio do vaso sanitário. - E fui direto para o banho (misofobia, oi?).

Depois, o Respectivo veio reclamar da gaveta de gelo do freezer, que estava trans-congelada (i.e. trasnbordando com gelo, o que forma uma mega placa de gelo que não nos permite ter gelo nenhum: nem em cubos, nem picadinho). Como rola uma falta de habilidade, lá fui eu arrancar a gaveta de gelo à força e desligar o botãozinho da geladeira que aciona o processo de fazer gelo automaticamente. Parece fácil, mas eu juro que não é. E se você duvida, vem aqui tentar, espertinho!

Aí, tomei café da manhã e fui ler os tais textos malditos (malditos e dementes!). Assim que acabei de ler, saí correndo para poder chegar a tempo na Aula do Inferno. A Aula do Inferno é sempre, por definição, uma mistura de aula em temperatura ambiente desagradável (sempre muito quente, ou frio demais), um grupo de idiotas que falam demais, e alguns grunhidos que seriam engraçados não fossem trágicos, emitidos pela Voz da Sabedoria que dá a aula. E dura duas horas.

Saindo de lá, fui para meu escritório. Tá, meu trabalho é até legal. Dele eu não reclamo, a não ser quando eu tenho que lidar com burocracia. Que nem hoje. Alguns formulários depois e... viva! O meu plantão de uma hora (ufa!) acabou!

Aí, tinha uma reunião, onde tive que me esforçar para ser diplomática e não falar mal da Voz da Sabedoria que dá a Aula do Inferno para o cara que me perguntou o que eu estou achando dela. Mais algumas burocracias resolvidas e...

Hora de voltar pra casa!

Qunita-feira é meu dia de fazer o jantar, porque é o dia em que o Respectivo dá aula. Pelo menos nas habilidades culinárias (embora limitadas) eu me garanto! Aí, o Respectivo chega em casa com mais uma tarefa para mim, já que, como é lenda aqui no Bronx, eu sou especialista em tirar manchas de roupas (sim, sou Omo!): uma calça jeans 1/3 coberta por resina de árvore! (é, ele resolveu dar aula ao ar livre, no gramado da faculdade - e sobrou pra mim!) Ah, essa é fácil: qualquer produto a base de óleo ou álcool. Mas óleo ia manchar a calça, e depois eu ia ter que tirar a mancha do óleo, então, vamos com o álcool.

Uma garrafinha de álcool depois, o jeans agora está apenas 1/5 coberto por resina de árvore (o que não é lá muito progresso...) mas agora a resina removida está inteira nas minhas mãos. E eu estou digitando isso com meus dedos grudados. Vocês deveriam tentar! É uma delícia! (not!)

Enfim, se você ainda não entendeu o conceito, você é um idiota. Nesse caso, eu recomendo a Aula do Inferno. E boa quinta-feira!

Wednesday, April 14, 2010

Burning the witches with modern religions

Acabei de receber um e-mail da Amazon. Eles têm aquele jeito freak de fazer recomendações de livros e outras coisas, que às vezes dá medo. Dá medo porque eu sempre abria os e-mails e via que eles sempre, sempre acertavam. O assunto do e-mail que recebi hoje era: "Build Your Bible Library".

A mensagem começava assim:

As someone who has purchased Christian books from Amazon.com, you might like to know about this featured selection of Bibles, which includes King James, Catholic, and study Bibles, as well as Books of Common Prayer. Whether you're looking for a present for a loved one, a personal Bible or a way to further your religious studies, explore...

É. O pessoal não entendeu o espírito da coisa. Isso se chama "pressuposição". E é um erro comum; então, você está perdoada, Amazon. A não ser que você esteja veiculando minhas informações pessoais para as testemunhas de jeová. Ou confabulando com elas. Agora fico imaginando se o sistema deles entraria em parafuso se eu comprasse um livro do Richard Dawkins. Hmm...

Thursday, April 8, 2010

And when it comes, always too late (or, I sometimes miss some people)

Na quarta-feira à noite, o Respectivo e eu fomos jantar (hmmm! Comida mexicana!) com um amigo nosso, que andava sumido há um tempão. Aí eu lembrei porque às vezes dava tantas saudades dele. Um trecho do diálogo:

Ele:
Eu odeio o pós-estruturalismo. É a coisa mais idiota que há. Um cara vai, e nota que o mundo está em crise. Aí, ele vai e escreve um livro reclamando de tudo e de todos, reclamando da vida... Ah! Genial!

Eu:
É. Reclama, reclama, e depois se joga pela janela!

Ele:
Pois é! Tenta vender essa coisa de desconstrução, crítica social... E se acha melhor que todo mundo, porque enxerga o mundo com esse lente pós-estruturalista. Se acha melhor e se mata! É, acho que não, cara. A gente não vê o Buda se matando por aí, vê?

É. Algumas vezes au até gosto das pessoas...


Tuesday, April 6, 2010

Monday, you can hold your head

A pessoa nota que sua vida se tornou absolutamente patética quando bate aquela revolta porque a TV a cabo resolveu não transmitir nenhum dos programas a que ela assiste na noite de segunda-feira.

Mas explicando melhor: não trabalho com televisão. Notem, quando a minha super TV LCD de 37" (que só é tão super porque o Respectivo insistiu, por conta do PlayStation 3) ficou com a imagem limitada a 3 tons de verde, minha reação foi bem à la Charlie Brown (mas que puxa!). Não trabalho com televisão, mas assisto a dois ou três programas semanais, religiosamente. Todos na segunda à noite.

Aí, veio a March Madness com seus jogos de basquete super supimpas e esculhambou com a programação da segunda à noite, por conta da final do campeonato (e porque eles precisavam passar um especial de duas hores de 24!!, que é, de longe, o pior que a TV a cabo tem de oferecer).

A vantagem é que o Respectivo e eu assistimos a um DVD informativo que estava pendente, e vimos um pouco do jogo (eu: a contragosto). Mas o ponto alto da noite foi o pouquinho que vimos de Family Guy, em que eles apavoraram com as testemunhas de jeová. Estava na hora!

Aí você fica na dúvida se sua vida é mais patética porque os programas a que você queria assistir (e que completam a sua segunda-feira) não estão sendo transmitidos - e isso arruina sua noite -, ou porque você fica feliz por ter visto um outro programa aloprar com a seita que te persegue. Ah, os pequenos prazeres da vida!

Sunday, April 4, 2010

March (Museum) Madness

Retrospectiva do mês de março em breve. Porque enquanto rolava a March Madness por aqui (go Green!), e todo mundo assistia a jogos de basquete, eu fui a todos os museus e exposições de arte a que tive direito. Mas os detalhes vêm depois. Por enquanto, fica o teaser.

Na foto: Grandmaville, Flórida.

Friday, April 2, 2010

Chicago bites

Conforme prometido, os highlights gastronômicos de Chicago:

Fui lá almoçar com o pessoal da conferência. O masaman curry é ótimo. E dá para escolher o quão apimentado você quer, e o tipo de carne (frango, carne de vaca, porco, ou tofu). Baratinho e ótimo.

O banquete da conferência foi nesse restaurante etíope. Ao contrário do etíope a que eu fui em Pittsburgh, esse restaurante é enorme. Tomei uma cerveja etíope (Bedele), e eles até tinham Xingu!! A comida estava espetacular. É difícil de descrever, porque os pratos são bem peculiares. Mas tinha couve - bem temperada com alho. Um espetáculo.

É um lugar para brunch. Sen-sa-cio-nal! Destaque para: Chai tea French toast, i.e. french toast com infusão de chai, recheada de ricota, com uma redução de chai com caramelo e maçãs. Ah, e o bacon também é delicioso. Tem vários endereços. Eu fui no que fica pertinho da Fullerton.

Pizza "deep dish", também conhecida como "Chicago-style pizza". É bem diferente da nossa pizza no Brasil, a pizza na Itália, ou isso que eles chamam de pizza em NY. Essa pizza é: massa-queijo-massa-molho de tomate. Pois é. O queijo (e o resto das coisas: cebola, pimentão etc.) fica entre duas camadas de massa. Parece estranho, mas é uma loucura de bom.

5) Rhapsody (foto)
Pertinho do Art Institute of Chicago. Ao lado da Chicago Symphony Orchestra. Mas o lance não é só a localização. O chef, Daniel Romero, é formado na Cordon Bleu de Londres, e trabalha com a nova culinária americana. É um restaurante da categoria caro-de-morrer, mas o almoço é delicioso e fica muito mais em conta que o jantar. A vista para o pátio é linda. No verão, imagino que seja ótimo sentar do lado de fora. Ah, e só pra completar a lista, o Rhapsody foi eleito um dos melhores restaurantes pelos clientes do OpenTable.

A vantagem desse é que é pertinho da casa do Das. E está em todos os guias gastronômicos de Chicago. A decoração desse café-restaurante é uma gracinha. E, embora o serviço não seja lá dos mais rápidos, tudo o que sai da cozinha parece delicioso. Uma boa opção para café da manhã. Ah, e eles têm chá a granel!

Se alguém que lê isso aqui for a Chicago, vá a todos esses. E mais. Se estufe de comer, se necessário, porque vai valer a pena. Eu prometo. Se você não tiver muito tempo (se for passar só um dia, por exemplo), vá pelo menos a um desses. Minha recomendação? Escolha o Orange. Porque tem vários endereços e é bem fora do comum. Mas coma deep dish pizza em algum lugar. É uma experiência de vida.

Such great heights (or, the Windy City)

Conferências são desculpas ideais para a gente viajar para conhecer lugares e visitar amigos.

Dessa vez, fui para Chicago, participar da Brennan Conference, na Loyola University - Chicago.

Teve festénha da faculdade na sexta à noite aqui em NY, então, tive que ir pra Chicago só no sábado, de manhã cedinho. Do O'Hare, fui direto para a Loyola University, e apresentei meu trabalho logo antes do almoço.

Depois, fui aproveitar o resto do fim de semana prolongado com o Das, que agora está morando em Chicago, no Lincoln Park.

Coisas sobre Chicago: fez frio. Muito frio. Foram três dias congelantes e um suportável. Come-se muito, muito bem em Chicago (em breve, acrescentarei um post com mais sobre a gastronomia de lá). E, claro, tem a Sears Tower (que agora se chama Willis Tower), o prédio mais alto dos EUA. Lá do alto, dá pra andar por cima da cidade, como eu fiz (aí na foto).

A vantagem que Chicago tem sobre Nova York, a Cidade do México, e Grandmaville (FL), é que eu (pasmem!) não fui perseguida por testemunhas de jeová. E viva!
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