Sunday, April 25, 2010

Meat is murder (or, not!)

Sexta-feira, como previsto, foi um dia looooongo. Como o Respectivo bem notou, acho que foi o único dia que eu passei em NY em que eu tomei café da manhã, almocei e jantei fora de casa. Para ser mais exata, saí de casa às 8h30 da manhã e só voltei às 22h30!

Primeiro, negócios. Tomei café da manhã na Union Sq., porque tive uma reunião na 5a. Avenida, lá perto. Depois, pausa para um pouco de trabalho (pseudo)intelectual na Starbucks antes de ir para o SoHo para um "almoço de negócios" - no Aquagrill, onde eu comi uma salada divina, temperada com azeite trufado e com um filé de mahi mahi (dourado do mar). Espetacular.

De lá, metrô para o Bronx, para ir para minha aula. Saindo da aula, encontrei S. e mais duas meninas que estudam comigo e fomos para o Upper East Side, jantar em um resturante orgânico/vegan. A idéia (que vai continuar com acento até eu superar o trauma) era ir ao Candle 79, mas, como o restaurante estava über-lotado, fomos à sua versão menor, o Candle Café, na 3rd Ave., entre a 74 e a 75.

Apesar de já ter ido a restaurantes vegetarianos, tanto no Brasil quanto por aqui, nunca tinha ido a um restaurante vegan. Não sou vegetariana e, na verdade, sou bem eclética nos meus gostos culinários, como alguns já devem ter percebido. Mas tem uma coisa: não trabalho com proteína não ética. Isso significa que eu não trabalho com frango empilhado (ou nenhum tipo de frango, na verdade), ou vaquinha e porquinho espancado. Compro carnes orgânicas, de bichinos alimentados com grama em vez de ração, sem hormônios, e com certificados anti-crueldade. Aves, de jeito nenhum. Frango e peru são coisas que eu não gosto nem de ver. Odeio tanto que, se tenho que mudar as coisas de lugar na geladeira ou no freezer e o frango do Respectivo está no meio do caminho, me armo com máscara e luvas de vinil antes de sequer tocar na embalagem do frango. Sério. Pode parecer obsessão, mas frango causa um sem-número de doenças, especialmente em quem não foi criado comendo frango (meu caso). Mas, enfim, tem muito mais coisa sobre isso por aí no mundo (vá ler Eating Animals, por exemplo - que, além de tudo, é um livro bonito).

De volta ao meu jantar. Como nós quatro chegamos ao restaurante quase uma hora antes do horário para que tínhamos feito a reserva, esperamos no bar. Detalhe: o bar é um bar de sucos e vitaminas (smoothies). Tomei um suco chamado carrot apple snap, uma mistura de cenoura, maçã e gengibre. Uma delícia, mas merecia uma pedrinhas de gelo.

Logo que sentamos, mortas de fome que estávamos, pedimos uma entrada, a quesadilla. Qusadilla tem queijo, né? E o restaurante é vegan. E aí, comofas? Bom, vamos à descrição do prato: tortilla de trigo integral, com purê de feijão, legumes grelhados e queijo de tapioca. Com salsa e guacamole. Tá, a descrição pode parecer meio estranha, mas é uma das coisas mais gostosas que eu já comi. Prometo.

O meu prato principal foi o Jamaican wrap, especial do dia. Um wrap recheado com basmati amarelo, feijão, tofu defumando e batata doce. Estava muito bom, mas a batata doce era aquela batata doce americana, bem cor de abóbora. E, bem um dos poucos legumes com que eu não trabalho é abóbora. Olhar a batata doce daquela cor foi me dando naúsea. E, além de tudo, a batata doce estava temperada com alguma coisa que não agradou meu paladar. Tive que deixar essa parte de lado e comer a parte do tofu, arroz, tal.

É, o prato principal me desapontou um pouco. O tofu defumado estava ótimo, mas a batata doce estragou o prato. As porções são enormes, e eu tive que trazer meio wrap de volta para casa (almoço de sábado). O serviço também deixa um pouco a desejar. Embora o maître e as garçonetes tenham sido mega atenciosos, dois dos nossos pratos ficaram prontos muito antes que os outros dois. Eu e S. ficamos olhando para os nossos pratos (e, quando começamos a comer, eles estavam ligeiramente frios) enquanto o prato das outras duas não chegava... e esperamos uns bons cinco minutos! Esse é o tipo de falha que eu geralmente não tolero em um restaurante. Até perdôo (o trauma da reforma ortográfica persiste) a batata doce, mas o timing é uma das coisas que estragam minha refeição.

Mas foi bom assim mesmo. Agora nós vamos tentar explorar outras opções vegan por aqui (S. e as outras duas meninas são vegetarianas/vegan). Vamos ver no que dá. Eu super topo explorar culinária vegetariana boa - mas eu como meu linguado ou lombinho no dia seguinte, sem dúvida.

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