Monday, April 26, 2010

Very loud (or, wear the clothes your friends do)

Já comentei minhas paranóias em relação a "alimentos éticos" por aqui; agora é hora de expandir sobre a obsessão.

Como eu disse, não trabalho com boizinho e porquinho espancado. Nem com salmão piolhento deformado. Aí, a pessoa tem que ir ao Whole Foods e gastar todo seu pobre dinheiro para comer. É, só que vivendo de bolsa de estudo, nem se eu, de fato, gastasse todo o dinheiro que ganho, não conseguiria comprar comida para o mês no Whole Foods.

Mas tem solução: Trader Joe's. Vou lá uma vez por semana para me abastecer do proteína sem crueldade e outras coisas, como grãos não geneticamente modificados. Porque, olha, milho transgênico é um negócio muito do mal (mas essa é outras história, que deverá ser contada em outra ocasião - ou buscada no Google).

E o Trader Joe's é legal. O pessoal que trabalha lá é legal. As coisas têm preços razoáveis, e todas essas coisas bonitas. Mas é lotado. Raramente se passa menos de 40 minutos na fila. Mas, sei lá, acho que vale a pena assim mesmo.

Mas, como o Trader Joe's é um mercado alterna, sempre tem aquele pessoal bem alterna. Não só os hipsters do Brooklyn com seus jeans impossivelmente apertados e chapéus esdrúxulos, mas tem também a galera com síndrome de Woodstock: aquele pessoal já meio velho demais pra ser hipster, mas que tem uma alma incorrigivelmente alterna. E aí tem as pessoas que são assim e vão além. Muito além.

Tipo essa pessoa, vestida de tie-dye dos pés à cabeça (literalmente!). O que vocês não vêem na foto é que o rosto dela também estava pintado - com tinta fluorescente! Em padrões tie-dye. Muito sério isso.

Mas o fato de que eu faço compras cercada de gente desse tipo provavelmente diz mais sobre mim do que sobre essas pessoas... Oops!


(foto tirada com meu pobre Blackberry™)

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