Sunday, May 16, 2010

This is our decision, to live fast and die young (or, chronicles of a Friday night in NYC)


Yeah, I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone


Sexta-feira à noite: coquetéis no terraço da biblioteca (evento organizado por moi, é claro), seguido de grill e karaokê (não, eu não cantei) no terraço dos jesuítas (é sério, juro!), seguido de afterparty no Howl at the Moon e fim de noite no Michaelangelo's.

Phew, almost done!

Friday, May 7, 2010

Consolation prizes (or, hair down)

Na quarta-feira, antes do show do Shout Out Louds, tive um dia infernal, como parece ser o padrão recentemente.

No final de semana passado, meu secador de cabelo quebrou. Está certo que o nível de tragédia que isso geralmente indica não é tão grande, já que eu tenho um secador de cabelo reserva (aqui em NY, tinha um oficial e um reserva - em São Paulo, tenho um oficial e uns 3 reservas! E, acreditem, um dia todo mundo precisa de secadores-reserva!).

Só que o meu secador reserva não tem bico difusor, nem bico concentrador. É um daqueles secadores dobráveis, de viagem, tal. E eu não tenho escova redonda (daquelas de fazer escova) aqui. E eu não corto o cabelo desde janeiro, quando a cabelereira a que eu fui em Grandmaville, FL, decidiu que o meu cabelo era um playground. Enfim, o cabelo está sem corte, não tenho um secador decente, nem escova boa. Isso dá uma idéia do nível da tragédia.

Até aí, tudo bem, porque faz uns 5 anos que eu saí daquela fase de me preocupar em deixar eu cabelo perfeitamente alinhado à la Jennifer Aniston. E, para todos os outros dias, existe elástico de cabelo. Pelo menos até meu secador novo chegar (comprei pela internet - uma dessas maravilhas da Amérika).

Quarta-feira de manhã cedo, entrei no banho, lavei o cabelo e lembrei que... dentro de seis horas teria que estar em uma cerimônia de premiação na faculdade, onde eu não apenas receberia um prêmio, mas teria que apresentar outros quatro!

Já tinha separado meu vestido (um cocktail dress de seda do Elie Tahari) e minha sandália, mas tinha esquecido a juba. A solução? Bobes! Sim, resolvi adotar a tática old school. Sequei meu cabelo com o secador reserva e, para dar forma, usei os bobes.

Enquanto isso, notei que o meu vestido estava completamente amarrotado. E, acho que ainda não comentei aqui, mas meu maior medo em me mudar da casa dos meus pais não foi lavar louça, fazer comida, tal - isso se resolve. Meus maiores medos eram: lavar roupa (parcialmente superado - embora, confesso, às vezes compro roupas novas para não ter que lavar roupa tão cedo!) e passar roupa. Não é que tenha horror a passar roupa (tenho horror, isso sim, a lavar roupa): eu simplesmente não tenho a menor habilidade e tenho um pavor eterno de queimar minhas roupas.

Mas que fique registrado: eu tenho dois ferros de passar roupa (igual ao secador de cabelo: um oficial e um reserva), mas não sei usar nenhum!

Liguei para a mamãe para dar os parabéns a ela (aniversário...) e aproveitei para perguntar se eu podia passar seda - e como fazer. Entenda a cena: eu de roupão e bobes no cabelo, munida de um ferro de passar roupa. Trágico.

Ok, tentei passar o vestido. Primeiro do avesso. Sem bons resultados: o forro do vestido ficou lisinho, uma maravilha; e a frente continuava parecendo que tinha sido atropelada por um trem. Virei do lado certo e me arrisquei. Tá, ficou decente. Acho que o que de fato aconteceu não foi que eu consegui alisar o vestido - mas, sim, que passei tanto tempo olhando para ele que acabei me acostumando com o amassado.

Tirei os bobes, me vesti e... ok, os bobes funcionaram até que bem (virei fã!), mas a parte da frente do cabelo estava tão amassada quanto o vestido. Era hora de usar armas extremas: a chapinha!

Pasmem: chapinha eu só tenho uma (aqui em NY - porque em SP eu tenho duas... Ha!), mas também não sei usar direito (especialmente porque meu cabelo geralmente tem aquele visual natural de "grudado na cabeça", tornando a chapinha completamente dispensável). Só tenho a chapinha para essas situações de emergência do tipo: tenho uma reunião de manhã cedo, acordei atrasada e meu cabelo parece que saiu diretamente de um filme com a Molly Ringwald.

Completa falta de habilidade com o equipamento - porque tenho medo de queimar meu cabelo ou minha testa (como via minhas coleguinhas fazerem no colegial: chegavam na escola com aquela faixa queimada na testa - não precisava nem perguntar o que tinha acontecido...). Consegui consertar a parte da frente do cabelo com danos mínimos (ok, queimei um pouco um teco da orelha, mas eu tenho uma planta Aloe vera em casa, que deu jeito na coisa rapidinho, sem deixar a marca de colegial-de-cabelo-ruim).

E bora começar o dia. Primeira parada: Union Sq. Logo depois: cerimônia de premiação.

As fotos trágicas da cerimônia devem estar disponíveis em breve (aí eu coloco o link aqui). Enquanto isso, fica registrado meu prêmio, para atestar que grau de escolaridade não tem nada a ver com sabedoria prática:

Thursday, May 6, 2010

If you think I'm slowing down, no, I'm not slowing down

A foto de qualidade altamente questionável (como de costume) é do show do Shout Out Louds, de ontem.

A banda de abertura foi Freelance Whales, que, supostamente, é a nova futura-banda-mais-legal-mas-fadada-ao-esquecimento-e-a-um-grupo-de-fãs-que-vão-atrás-de-tudo-o-que-é-pseudo-cool. Não, eles não são do Brooklyn. Against all odds, eles são do Queens(!).

Pegamos só o fim da banda de abertura, apesar de termos chegado lá cedinho. É que o irmão do Respectivo, que estava nos acompanhando (assim como M., nosso querido amigo de conversas surreais) chegou, como sempre, com aquele atraso chique de uma hora e quinze minutos(!).

Mas o show principal foi fantástico! E o mais inusitado é como eu fiquei sabendo da existência do Shout Out Louds:

Não tenho paciência para ouvir rádios online, nem tempo para acompanhar revistas de música com profundidade. Todo o meu leque musical vem de dicas de amigos ou de escutar rádio. Só que aí tem o velho problema: em São Paulo, eu ouvia rádio umas quatro horas por dia, porque esse era o tempo médio que eu passava presa no meu carro em congestionamentos diários. Aqui em NY, sem carro, também não tem rádio - nem os amigos.... E aí, Bóris, comofas?

Bom, é aí que entram as novas tecnologias que tornam nossa vida um inferno, tipo Twitter.

E sigo umas pessoas que eu não conheço, mas que são amigos de amigos e que têm umas dicas boas de leitura e música. Foi numa dessas que, nos idos do fim de 2008, depois de uma ótima dica sobre o Decemberists, vejo um "tweet" com um link para uma música sensacional. Virou must-have imediato. Como não consegui baixar o álbum na hora, fiquei ouvindo South America em loop no YouTube por, sei lá, 22 horas.

Aí, finalmente consegui baixar os dois álbuns disponíveis até então. E ouvi repetidamente. Muito.

Passou.

Em janeiro, quando estava em Grandmaville, FL, recebi um e-mail da Ticketmaster me avisando que o Shout Out Louds faria um show em NY em março. Fui comprar ingressos. ESGOTADOS.

Meu coração quebrou em pequenos pedacinhos, mas ainda tinha a esperança de arrumar algum ingresso (mesmo que custando os olhos da cara) no craigslist.org. Para a minha sorte, uma semana depois, a Ticketmaster adicionou um show, dia 5 de maio, no Webster Hall. E cada ingresso estava custando... US$ 22.50! Comprei na hora!

A única música que eu queria muito ouvir e que eles não tocaram foi Time Left for Love, mas, de resto, foi um dos melhores shows ever! E, apesar de ter me desapontado um pouco quando descobri que os violinos de South America são, na verdade, feitos por um sintetizador, tenho uma coisa imporante a dizer: a menina que toca o sintetizador kicks some serious ass!

Além disso, eu nunca vi uma casa de shows com um som tão bem balanceado e nítido quanto o Webster Hall - nem o Radio City Music Hall. E, para deixar tudo muito melhor, eles abriram com 1999 e fecharam com Walls. I never wanted this to end.

Sunday, May 2, 2010

We've got the vision, now let's have some fun


A banda aí na foto é o MGMT. O local da foto: o campus aqui da faculdade. Pois é, depois de U2, Guster e Ghostface Killah (bandas que fizeram show no campus nesses meus quase 3 anos aqui), MGMT.

Foi um dia longo: acordei em um horário desumano para poder estar no South Bronx às 7h00 (sim, da manhã!) para um trabalho voluntário (mais sobre isso depois), e depois show do MGMT, seguido de jantar na casa de D. e S.

A vantagem dos shows na faculdade é que rola pouca gente e comida - muita comida. Convidei A. (que mora no East Village) e A. (que mora no Brooklyn), ambos que conheci por intermédio da Clarita, para virem aqui para o show também. Eles se divertiram com a comida - e bem mais que eu, com minha misofobia, que não permite tocar comida que foi exposta para as massas (massas de estudantes de graduação com higiene pessoal questionável). Foi bom porque pude roubar as fotos deles, já que nunca consigo tirar fotos decentes.

MGMT é uma banda extremamente inconsistente, e o show teve muitos altos e baixos (altos, no caso, só Electric Feel, Time to Pretend e Kids...), mas aqui na esquina de casa, de graça, e em um lindo dia de sol, por que não?
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