Thursday, May 6, 2010

If you think I'm slowing down, no, I'm not slowing down

A foto de qualidade altamente questionável (como de costume) é do show do Shout Out Louds, de ontem.

A banda de abertura foi Freelance Whales, que, supostamente, é a nova futura-banda-mais-legal-mas-fadada-ao-esquecimento-e-a-um-grupo-de-fãs-que-vão-atrás-de-tudo-o-que-é-pseudo-cool. Não, eles não são do Brooklyn. Against all odds, eles são do Queens(!).

Pegamos só o fim da banda de abertura, apesar de termos chegado lá cedinho. É que o irmão do Respectivo, que estava nos acompanhando (assim como M., nosso querido amigo de conversas surreais) chegou, como sempre, com aquele atraso chique de uma hora e quinze minutos(!).

Mas o show principal foi fantástico! E o mais inusitado é como eu fiquei sabendo da existência do Shout Out Louds:

Não tenho paciência para ouvir rádios online, nem tempo para acompanhar revistas de música com profundidade. Todo o meu leque musical vem de dicas de amigos ou de escutar rádio. Só que aí tem o velho problema: em São Paulo, eu ouvia rádio umas quatro horas por dia, porque esse era o tempo médio que eu passava presa no meu carro em congestionamentos diários. Aqui em NY, sem carro, também não tem rádio - nem os amigos.... E aí, Bóris, comofas?

Bom, é aí que entram as novas tecnologias que tornam nossa vida um inferno, tipo Twitter.

E sigo umas pessoas que eu não conheço, mas que são amigos de amigos e que têm umas dicas boas de leitura e música. Foi numa dessas que, nos idos do fim de 2008, depois de uma ótima dica sobre o Decemberists, vejo um "tweet" com um link para uma música sensacional. Virou must-have imediato. Como não consegui baixar o álbum na hora, fiquei ouvindo South America em loop no YouTube por, sei lá, 22 horas.

Aí, finalmente consegui baixar os dois álbuns disponíveis até então. E ouvi repetidamente. Muito.

Passou.

Em janeiro, quando estava em Grandmaville, FL, recebi um e-mail da Ticketmaster me avisando que o Shout Out Louds faria um show em NY em março. Fui comprar ingressos. ESGOTADOS.

Meu coração quebrou em pequenos pedacinhos, mas ainda tinha a esperança de arrumar algum ingresso (mesmo que custando os olhos da cara) no craigslist.org. Para a minha sorte, uma semana depois, a Ticketmaster adicionou um show, dia 5 de maio, no Webster Hall. E cada ingresso estava custando... US$ 22.50! Comprei na hora!

A única música que eu queria muito ouvir e que eles não tocaram foi Time Left for Love, mas, de resto, foi um dos melhores shows ever! E, apesar de ter me desapontado um pouco quando descobri que os violinos de South America são, na verdade, feitos por um sintetizador, tenho uma coisa imporante a dizer: a menina que toca o sintetizador kicks some serious ass!

Além disso, eu nunca vi uma casa de shows com um som tão bem balanceado e nítido quanto o Webster Hall - nem o Radio City Music Hall. E, para deixar tudo muito melhor, eles abriram com 1999 e fecharam com Walls. I never wanted this to end.

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