Wednesday, July 14, 2010

Too late, too slow (or, I'm not from around here, you see?)


O pessoal na Croácia não trabalha muito com inglês. O que nos salvou em Lovran, Rijeka e Dubrovnik foi o alemão.

E Dubrovnik pode até ser uma cidade linda, mas não sei se vale o stress. Stress porque é praticamente impossível viajar de e para lá sem carro. E, mesmo de carro, é ultra-complicado porque só tem uma estradinha costeira, que tem um trânsito demoníaco.

Optei por fazer o trajeto Rijeka-Dubrovnik (que é de mais ou menos 420Km) de navio. Tem um tipo de mini-cruzeiro da Jadrolinija que faz o trajeto em mais ou menos 20 horas. Sai de Rijeka às 20h, e chega em Dubrovnik às 16h do dia seguinte. O Respectivo e eu reservamos uma cabine (pequena mas decente, com banheirinho completo e tudo) e fizemos a viagem, que tem paisagens lindíssimas, como a parada em Korčula (ilha na costa croata), que é um dos lugares mais bonitos do mundo.

Saindo de Dubrovnik, nosso destino era Budapeste. O ônibus que iria direto de Dubrovnik para Budapeste só funciona na alta temporada, e só começaria a rodar na semana seguinte à nossa viagem. Assim, tivemos que pegar um ônibus de Dubrovnik a Zagreb, pra depois irmos pra Budapeste.

Até aí, tudo bem. Comprei os bilhetes de ônibus e tudo certo. O ônibus sairia de Dubrovnik às 21h, e chegaria em Zagreb às 7h do dia seguinte (obviamente). Os bilhetes de ônibus foram bem carinhos (várias centenas de Kuna, o equivalente a US$25 cada, mais um Euro a mais por cada mala que foi no bagageiro). Pelo preço, imaginei que a viagem ia ser boa, apesar de ser durante a noite.

Aí entramos no ônibus, que era um ônibus de viagem comum, bem furreco, sem cortinas na janelas, nem banheiro!! Sublinho (not really): não tinha banheiro no ônibus. E a viagem duraria nove horas!!

Fiquei em choque, especialmente depois de já ter viajado de ônibus no México e ter tido uma surpresa agradabilíssima lá.

E também não tinha aquelas paradas clássicas, com um tempinho pro pessoal ir ao banheiro e comprar um lanchinho. O ônibus fazia umas paradas bem ad hoc para pegar umas pessoas pela estrada e, quando alguém queria ir ao banheiro, tinha que correr e avisar o motorista (em alemão, porque, como eu disse, eles não trabalham com inglês e eu não trabalho com croata), para que ele não fosse embora e nos largasse para trás. Porque ele não estava nem aí. O pessoal que trabalha com serviços a turistas na costa da Dalmácia é completamente incompetente e mal-educado com turistas. A definição de stress.

Noite muito mal dormida (despertei às 6 da manhã, com o sol na minha cara, já que não havia cortinas), e chegando em Zagreb, mais uma rodada de alemão misturado com croata para descobrirmos como iríamos do terminal de ônibus para a estação de trem.

Feito. Pegar o trem foi outro processo burocrático, pois nem todos os carros iriam até Budapeste (eles vão desmantelando o trem durante as oito horas de viagem). E ninguém conseguia nos dar a informação de em qual dos carros deveríamos ficar em nenhuma das sete línguas que eu falo.

Ótimo. E ainda teríamos, como eu disse, oito horas de viagem pela frente...

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