Saturday, August 28, 2010

Down by the water (or, the Hamptons)


Mamãe e eu fomos para os Hamptons no início de agosto.

Para evitar o stress de ter que pegar o trânsito NY-Long Island no verão (que não fica nada atrás do sistema Anchieta-Imigrantes), fomos de trem até Hampton Bays.

Chegando lá, tivemos que ir de um lado para o outro de táxi, porque os Hamptons não são um lugar muito walker-friendly. Tá, quando eu fui para lá, não tinha sacado que a estrutura de lá não era tipo a de Búzios. Sei lá, na minha cabeça, os Hamptons eram uma versão phyna de Búzios. Ou da Riviera Opatija, na Croácia. Ou Côte d'Azur. Enfim, deu pra entender.

Mas não. Fora Southampton, que tem vida, o resto é só um grande Jardim Europa (casas muradas até o alto, com seguranças mil ao redor), a mais de 5Km da praia.

Confesso que a praia é bonita. A parte da baía é meio mais ou menos, mas o mar aberto não deixa nada a dever a essas praias brasileiras pretenciosas.

No primeiro dia lá, pegamos um táxi da estação de trem até o hotel. Depois, um táxi do hotel até um restaurante, para almoçarmos. Aí, mamãe e eu andamos debaixo de um sol de um bilhão de graus até uma marina, onde tinha um restaurante com bar (Margaritas!!).

Mais tarde, táxi de volta para o hotel. Na manhã seguinte, táxi para a praia em Southampton. E aí resolvemos andar até Southampton Village, o centrinho (com compras, restôs etc.). Só que era uma hora de caminhada. Ok, não tínhamos nada para fazer, mesmo, e ainda era cedo pra almoçar...

Na metade do caminho, começou a bater o cansaço (e um calor infernal, pois, lembrando, estava um bilhão de graus - e quem acha que nos EUA não faz calor assim está muuuito enganado!). Eis que aí passa um carro e buzina. E buzina de novo. Olho e vejo que é o taxista que nós tínhamos chamado todas as outras 40 vezes que precisamos ir de um lugar ao outro nos Hamptons (não, lá não tem táxis amarelos!). Ele disse que estava indo em direção à estação de trem, e nos ofereceu uma carona.

Ufa! Ar-condicionado! Quisemos pagar a ele - ou dar uma gorjeta - mas ele não aceitou. O taxista era da Tunísia, e acho que resolveu ser bonzinho porque não éramos socialites do Upper West Side. Ou sei lá.

Almoço rápido. E trem de volta para NYC: mais ar-condicionado. E menos praia.

E foi completado o propósito da viagem. Veni, vidi, vici.

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