Sunday, August 22, 2010

Some people take it pretty well, some take it all out on themselves

Bad timing. História da minha vida. Até aqui em NY.

Eu fico louca para as pessoas (pessoas de quem eu gosto e sinto falta, that is) resolverem vir passear em NY, porque assim elas podem me visitar, tal. E as pessoas, de fato, vem para cá. E eu estou sempre aqui, exceto durante o alto verão (minhas férias) e alguns poucos finais de semana. Mas é claro que, quando as pessoas resolvem me visitar, calha de ser quando eu não estou aqui.

Há uns dois anos, acho, a Manoela veio para cá. Numa semana que eu estava em Boston, acho. Um pouco depois, minha prima resolveu vir pra cá, passar duas semanas... uma das quais eu estaria na Bélgica! (Mas pelo menos nos vimos e passeamos alguns dias.) No final do ano passado (novembro), um primo meu que mora em Dubai também veio para cá - justamente em uma semana nada-a-ver em novembro - semana em que eu estaria em para SP. Ele iria chegar em NY na manhã do dia em que eu voaria (à noite) para São Paulo. Combinamos de almoçar, ao menos. Mas é claro que, como havia de ser, o voo dele (TAM...) foi cancelado, e ele só chegou aqui na hora em que eu estava decolando. Não nos vimos.

Aí, no começo desse ano o Athos resolveu vir me visitar. Também no rolo do meu Spring Break (como minha prima, no ano anterior). Mas pelo menos ele ficou aqui em casa uns 3 dias e fizemos um turisminho. Fomos ao Whitney, onde estava rolando a Bienal, na época (isso foi em março). E também fomos ao Bronx Zoo, e fizemos mais um monte dessas coisas bem turísticas: demos uma volta no Battery Park, na Union Square, e passamos um tempão sentados naquela arquibancada ridícula que tem no meio da Times Square. Batendo papo. E depois fomos na loja de M&Ms, claro.

Mas o melhor de o Athos ter vindo para cá foi que ele veio numa época que foi a mais catastrófica do ano para mim (talvez não tenha sido bom para o humor dele, mas enfim). Tive boas desculpas para fazer um turismo, esfriar a cabeça e estar perto de gente legal, que eu conheço há uns dez anos. Março foi um mês infernal de qualquer jeito, mas essa visita ajudou BEM a segurar as pontas.

Depois e fui para a Flórida e o Athos ficou aqui em NY mais uns dias. Uma das coisas mais legais daquele mês (depois dos passeios em si) foi estar lá em Grandmaville, na Flórida, num estado de espírito deplorável, sem poder sair de casa (choveu torrencialmente a semana quase toda, lá) e, de repente, receber um ligação no meu celular, de um número com código de área 718. Era o Athos ligando, do aeroporto, antes de voltar pro Brasil, pra se despedir, contar sobre o show a que ele foi, tal, e a chuva em NY, e todas essas coisas. A gente fica aqui muito tempo e se acostuma ao telefone nunca tocar com ligações de amigos, gente querendo só conversar, e papos em português.

Esse conjunto de coisas fez o mês de março bem mais suportável - e "sobrevivível". O que mais faz falta aqui é gente que a gente pode abraçar, mas abraçar de verdade, daquele jeito que a gente só faz com uma dez pessoas no mundo.

E o tom do post não é mguxo, não. Porque quando eu digo que são dez pessoas que a gente abraça de verdade, I mean it. Como diz um professor meu, a gente não sai por aí abraçando árvore - porque árvore não abraça de volta.

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